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ENTREVISTA

Professor de toda uma legião de clubbers, DJ Mau Mau completa 30 anos de carreira. Falamos com o mes
24/03/2017
Claudia Assef
 
Por Claudia Assef (https://musicnonstop.uol.com.br/professor-de-toda-uma-legiao-de-clubbers-dj-mau-mau-completa-30-anos-de-carreira-falamos-com-o-mestre/) 

Só a paixão pela profissão pode explicar a energia que eu sempre sinto quando estou perto do DJ Mau Mau. Até mesmo em momentos difíceis, como numa entrevista que fizemos pouco após o falecimento de sua mãe, na ocasião do lançamento de Music Is My Life (2004), ele, mesmo supertriste, tem um não-sei-o-quê que faz a gente se sentir bem.
 
E, claro, isso se alastra pelas pistas por onde ele toca, há vários anos. Pra ser exata, em 2017 completam-se 30 anos desde a primeira vez que Mau Mau tocou como DJ, isso foi em 1987, quando Maurício Bischain ainda era menor de idade, tinha um emprego no Bradesco, dançava break e resolveu dar os primeiros passos (ou seriam viradas rs) como discotecário, no saudoso inferninho gótico Madame Satã, ao lado de lendas como Marquinhos MS, Magal e Renato Lopes (não necessariamente todos na mesmo época).
 
São tantos os momentos importantes na carreira dele que é difícil escolher os mais absurdos, mas vou citar alguns bem pessoais 1) a residência de Mau Mau e Renato Cohen no Lov.e (batia cartão quase toda sexta); 2) o set de encerramento do Skol Beats de 2002 (que rendeu a foto histórica que acabou virando capa do meu livro); 3) Mau Mau, Noise e Renato Lopes tocando na Techno Parade de Paris em 2001 4) Mau Mau, então DJ Maurício, tocando Beastie Boys numa matinê chamada U.S. Beef Rock, na rua Estados Unidos e 5) não muito longe dali, Mau Mau na cabine do Hell’s Club, o primeiro afterhours do Brasil.
 
Outra lembrança muito forte é quando Mau Mau tocou na Praça dos Omaguás, ao lado da Fnac, no lançamento do meu livro Todo DJ Já Sambou em 2003 e meu pai me puxou de canto e falou: “Agora entendi por que você escolheu ele pra botar na capa”…
 
Bem, são tantas emoções que a gente não poderia deixá-lo jamais de fora da coluna #MillerMusic, que, como você já sabe, traz as grandes figuras da noite em entrevistas incríveis. Agora um presente, um set maravilhoso e exclusivo que Mau Mau gravou especialmente pra celebrar seus 30 anos de discotecagem. Taca-lhe o play e segue pra entrevista dançando na cadeira.
 
Music Non Stop – Você se lembra a primeira vez que acertou uma mixagem na mosca e pensou: “acho que vai dar certo isso de ser DJ”?
 
DJ Mau Mau – Quando comecei a tocar no Madame Satã, em meados dos anos 80, o repertório era basicamente rock alternativo e não exigia mixagens. Na mesma época eu dançava break com os b-boys no largo São Bento, foi nesse momento que a cultura hip hop me aproximou um pouco mais do universo do DJ, com suas performances e scratching. “Arranhar os discos” e produzir um som diferente era a novidade do momento. Foi aí que comprei meus toca-discos Gradiente Garrard e comecei a treinar em casa. A dificuldade para compreender o processo da mixagem foi gigante, demorei muito tempo para entender como uma música poderia se encaixar em outra, mesmo com velocidades distintas. Nessa época não existia nenhum curso de DJ no Brasil, me arrisquei na arte da mixagem na raça e com equipamentos bem precários. Muito treino, muitos erros, mas um dia consegui acertar e com o tempo aperfeiçoei a técnica. Depois de alguns meses tocando no Madame, o rock não era mais novidade, foi aí que introduzi artistas como Run DMC e Beastie Boys nos meus sets, e as mixagens se tornaram necessárias.
 
Music Non Stop – Qual a sua principal lembrança da primeira vez que entrou no Madame Satã?
 
DJ Mau Mau – Um amigo muito próximo me falou sobre o Madame Satã, de como o lugar era diferente com punks e góticos circulando pelo porão da casa e das músicas estranhas que não tocavam nas rádios. Fiquei muito curioso, mas eu era menor de idade e só me restou fantasiar e questionar: quando seria minha primeira vez nesse universo tão exótico? O tempo não passava, a ansiedade só aumentava e meus 18 anos estavam tão distantes que arrisquei uma carteira de identidade falsa, para finalmente conhecer o tal casarão de esquina, no bairro do Bexiga. A porta estava lotada de pessoas com cabelos coloridos e moicanos, usando coturnos, roupas pretas e rasgadas, nada comum nos anos 80 para pessoas com empregos formais. Depois de muito aperto e dificuldade, finalmente ultrapassei a porta de entrada e me deparei com a performance de Claudia Wonder, nua em uma banheira instalada no centro do bar. Foram momentos mágicos, imediatamente pensei: achei meu lugar!
 
Music Non Stop – Você esteve à frente de tantos movimentos no Brasil dentro da música eletrônica, vou deixar pra você escolher os três momentos mais importantes da sua carreira, por favor?
 
DJ Mau Mau – Foram tantos momentos mágicos, mas ok, vamos lá… 1- Skol Beats 2002 em Interlagos, set que consagrou minha carreira e foi registrado pelo fotógrafo Fábio Mergulhão. Muitas pessoas comentam que nesse dia eu encerrei o festival, mas não, depois do meu set ainda teve Layo & Bushwacka [hehehe falha nossa também]; 2- Minha primeira gig internacional em 1995, no Festival francês Transmusicales, a convite do DJ Laurent Garnier. Eu e a banda Nação Zumbi, ainda com Chico Science, representamos o Brasil; 3- Primeiro Trio Eletrônico de Daniela Mercury em Salvador, no ano 2000, abrindo fronteiras e mudando a história; 4- Preciso acrescentar um quarto momento inesquecível (sorry), a Ópera Eletrônica “O Guarani” de Carlos Gomes, desconstruída e remixada em parceria com o produtor Franco Junior e o maestro Fabio Gomes de Oliveira.
 
Music Non Stop – Se você não fosse DJ seria o dançarino, designer, cozinheiro… ou nada disso?
 
DJ Mau Mau – Se eu não fosse DJ, seria uma pessoa frustada em alguma área da publicidade, acho.
 
Music Non Stop – Qual a parte que poucos conhecem e que tem zero de glamour na profissão?
 
DJ Mau Mau – A profissão é um misto de extremos, eu toco para muitas pessoas em sets de algumas horas, em festas e eventos, mas me sinto muito sozinho nas viagens, hotéis, estradas e aeroportos. A maior parte do tempo, quando estou em casa, passo fazendo pesquisas musicais e produzindo minhas músicas em estúdio, não sobra muito tempo para amigos, família e lazer.
 
Music Non Stop – Como foi a emoção de reviver o Hell’s, com amigos daquela época, no ano passado?
 
DJ Mau Mau – A primeira fase do Hell’s Club (1994-1998), no Columbia, foi mágica. Uma verdadeira revolução de comportamento, embalada por trilha sonora única e protagonizada por formadores de opinião! Porém, como nada é para sempre, o projeto comandado pelo amigo quase gêmeo, Pil Marques (sim, muitas pessoas confundem a gente pela semelhança física), um dia acabou, e a palavra órfão nunca fez tanto sentido na minha vida. Muito vinil rolou em outros toca-discos depois do encerramento do Hell’s, mas um espaço ficou vazio e nunca mais foi preenchido. Depois de alguns anos rolou a segunda fase do Hell’s, no Clube Vegas, que também foi bacana, mas com clima diferente do porão da rua Estados Unidos. Ano passado, quando fui convidado para reviver o Hell’s pelo projeto Absolut Nights, fiquei um pouco ansioso e preocupado com o que poderia acontecer. A responsabilidade em resgatar o clima foi imensa, até senti um friozinho bater no estômago. Felizmente as duas festas que rolaram foram um sucesso. A primeira geração clubber compareceu em peso, a fumaça e o estrobos estavam a todo vapor, fotos da época decoraram o espaço e o resultado não poderia ser outro: muita emoção e jogação… Amei!
 
Music Non Stop – Se você pudesse congelar um momento na sua vida pra que ele durasse pra sempre qual seria?
 
DJ Mau Mau – Acho que poderia ser qualquer momento de explosão na pista de dança, reagindo a músicas poderosas!
 
Music Non Stop – Na foto da capa do Todo DJ Já Sambou, clicada pelo Mergulhão, você estava tocando num Skol Beats lotado, em 2002. Qual a lembrança deste momento?
 
DJ Mau Mau – As edições anteriores do Skol Beats não seguraram muitas pessoas até o final de cada evento. Quando fui convidado e escalado em 2002 para tocar no penúltimo horário, em um palco com bandas e DJs, confesso que fiquei um pouco decepcionado. Passei dias antes do evento pensando o que poderia fazer para obter uma resposta positiva em uma situação tão inusitada, em horário onde as pessoas estariam indo embora exaustas. Finalmente uma lâmpada mágica surgiu acima da minha cabeça (quase um desenho animado), uma idéia desafiadora surgiu (ufa): “Farei o oposto dos anos anteriores, em toquei músicas recém-lançadas, vou contar a história da minha carreira (até aquele momento), com os principais hits de cada fase, de cada clube onde trabalhei”. Arrisquei, e o resultado foi emocionante. As músicas mixadas traziam lembranças diferentes para cada corpo dançante à minha frente, grupos de pessoas saíram das outras pistas e se multiplicaram em êxtase, braços para o alto e muitas lágrimas de emoção nos meus olhos. Foi foooooooda!
 
Music Non Stop – Se pudesse “obrigar” um/a DJ iniciante a comprar três discos de vinil, quais seriam?
 
DJ Mau Mau – Acho que vou responder um pouco diferente, citando três artistas que lançaram trabalhos fantásticos em suas carreias, cada um em estilo diferente, mas super original:
Aphex Twin, Carl Craig e DJ Koze.
DJ Koze – Magical Boy
 
Music Non Stop – Qual foi a frase mais doida que você já ouviu enquanto estava tocando numa cabine?
 
DJ Mau Mau – Não é exatamente frase de alguma pessoa que vou citar, está mais para coral ensaiado. Nos anos anos 90, toquei em uma festa na zona leste de São Paulo, com aproximadamente 1.000 pessoas bem jovens, onde grupos dançavam “passinho” e cantavam no ritmo da música. No meio do meu set, se empolgaram e ouvi coisas do tipo: GLS (tum tum tum), GLS (tum tum tum)!!!… BASFOND (tum tum tum), BASFOND (tum tum tum)!!! E assim seguiu a noite, eu tocando e o público, composto basicamente por cybermanos, dançando e cantando em coro. Foi surreal!
Exclusivo: DJ Marky fala sobre novos lançamentos e o que falta à cena brasileira
20/03/2017
DJ Marky. Na época do boom da cultura DJ no Brasil, com a explosão das raves e da cena jungle/drum’n’bass, esse nome era ainda mais impactante — principalmente na Europa, onde se tornou ídolo, responsável pelo single brasileiro mais vendido na Inglaterra. Marky não parou, não se tornou ultrapassado e tampouco perdeu ritmo ou qualidade; contudo, os tempos são outros, e, pós-EDM, nomes como Vintage Culture e Alok tomaram-lhe espaço no nosso país como heróis nacionais.

Contudo, não apenas pra quem gosta de d’n’b ou turntablismo, mas sobretudo pra quem aprecia DJs sets tão ricos em musicalidade quanto em técnica, Marky segue sendo rei — e mesmo não tão em voga na mídia quanto em outrora, segue muito bem, obrigado. O pioneiro do DJismo brazuca, paulistano da Zona Leste e são-paulino fanático não é lá muito chegado a dar entrevistas, mas quando topa, é certeza de opiniões contundentes. Foi o caso quando, na semana passada, fui trocar uma ideia breve sobre dois assuntos principais: o seu novo lançamento, um remix para o estadunidense Justin Martin, e a nova edição da festa Influences, que rolou no último dia 11, no Pan-Am, com o DJ Dubstrong [de quebra, aproveitei pra pegar um depoimento breve para o Dia do DJ]. Pra minha grata surpresa, o que era pra ser uma troca rápida acabou evoluindo em uma conversa mais profunda, em que o DJ acabou tocando em assuntos macro, como o momento da cena brasileira em relação com o resto do mundo. Abaixo, você confere os principais momentos desse papo.

No ano passado, o conceituado DJ e produtor de São Francisco Justin Martin — um dos cabeças do selo Dirtybird, de Claude Von Stroke — lançou seu segundo álbum, Hello Clouds. Agora, no fim de fevereiro, o LP ganhou sua versão de remixes, com releituras de nomes como Soul Clap, Little By Little e Low Steppa, todas em variações do house. A única que foge das batidas 4×4 é a de Marky, que curiosamente foi designado a remixar uma música chamada “Back to the Jungle”. O paulistano conta que a relação de amizade entre os dois vem de uns cinco anos atrás; o Marky primeiro conheceu o Claude Von Stroke no Creamfields, em Liverpool, que o convidou a remixar sua faixa “Aundy”. “Eu fiz o remix e vários DJs de house e techno, como o James Zabiella e o próprio Justin Martin, começaram a tocá-lo. Toda festa que eu tocava em São Francisco, o Justin ia, e a gente ficou muito amigo. Gostamos das mesmas músicas, das mesmas coisas, e agora ele me pediu pra fazer esse remix”, conta.

“É bom que eu tive um prazo bem longo, porque hoje as gravadoras querem tudo muito rápido, querem um remix depois de duas semanas, e acho que é por isso que hoje em dia a música tá virando uma coisa genérica, com prazo de validade, que só funciona por três meses, depois joga fora. Então me deram um bom tempo, eu demorei uns três meses. Ele é totalmente inspirado em jungle music, da época em que eu trabalhava em uma loja de discos e escutei jungle pela primeira vez”, seguiu, acrescentando orgulhoso que, depois de poucos dias de lançamento, a faixa já estava no primeiro lugar do chart de drumba do Beatport. “Não significa muita coisa, porque o Beatport não representa nem 1% de todas as lojas de música do mundo, mas já é um começo bacana.”

Eu perguntei se ele tinha escolhido a faixa ou se a tinham designado por causa do nome, mas o Marky garantiu que não. “Não foi por causa do título, não. O Justin me ligou, falou que tinha essa música, que tava estourada. Achei bem legal, e ao mesmo tempo bem simples e superimpactante. Ela não tem muitos elementos; se não me engano, tem mais canal de efeito do que de beat, de bateria, sintetizador e tal… Descontruí ela inteira, e fiz uma coisa bem diferente, porque se fosse pra fazer um remix dessa música com house, ia soar muito igual. Na Dirtybird eles gostam muito de drum’n’bass, gostam muito de música no geral, que é o que falta um pouco no Brasil. Aqui, se você faz um remix, tem que ser meio mainstream, sabe? Então esse lance de eles quererem abranger todos os estilos é muito legal. Eu tenho uma conexão muito boa com essa galera de house e techno, então eles apreciam muito o meu trabalho, e vice-versa. A gente tá sempre trocando figurinhas.”

Influences

A festa começou no Vegas Club há cinco anos, e se mudou pro Pan-Am no ano passado, onde rola mais ou menos a cada dois meses. Mas o que importa mesmo é como ela representa uma oportunidade rara de ouvir sets diferentes do padrão. Muito longe de se ater a um estilo como house ou techno — ou mesmo drum’n’bass —, Marky mostra o que sabe fazer de melhor: condensa um caldeirão de referências das mais diversas, de soul, funk e disco a jazz e música brasileira, passando também pelas suas maiores influências dentro da música de pista per se. E se você já viu o DJ em ação, sabe que ele é um dos melhores em casar músicas aparentemente incombináveis. “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música.”

Influences é também nome do disco compilado por Marky em 2008, lançado pela londrina BBE Records. E a boa notícia é que agora em maio será lançado um volume dois. “É um disco totalmente feito com a cabeça lá fora. Sai em vinil duplo: um disco mixado, outro com as músicas ‘normais’, mas com faixas bônus.”

Cena brasileira: musicalidade, modismos e festivais

Se você acompanha minha coluna aqui na Phouse há certo tempo, pode ter percebido que eventos como o Boiler Room de Recife e o Dekmantel são algumas de minhas pautas favoritas — justamente por apresentarem essa busca pela heterogeneidade, por DJs que fogem do óbvio e misturam diversos estilos orgânicos e referências brazucas com música eletrônica. A Influences de Marky se encaixa bem nesse conceito, e quando o perguntei se via relação entre esses eventos, ele se prontificou a falar bastante sobre sua visão da cena brasileira em geral. “Acho que o Brasil tem muito ainda que aprender. Tivemos um puta boom nos anos 90 com o hardcore, o techno, o jungle, e a gente conseguiu fazer com que as pessoas entendessem todos os gêneros musicais, né? Se formos relembrar, o Skol Beats é o maior festival de música eletrônica que o Brasil já teve…

Set de influências para o Boiler Room, em 2014

O Marky contou que só não foi no Dekmantel São Paulo por estar numa turnê na Índia e na Europa, mas admirou o lineup e a iniciativa em trazer também artistas de música brasileira. “Eu já fui em vários shows do Azymuth [atração do Dekmantel SP], mas nunca no Brasil. É legal essa valorização da música daqui, porque ela é muito valorizada lá fora, ainda mais com esse estouro de boogie nacional, essa volta de músicas do Marcos Valle, Robson Jorge, Lincoln Olivetti, Tim Maia, e DJs como o Tahira ou o Nuts. Sou a favor de festivais que abrangem todos os estilos, é uma saída pra uma educação melhor das pessoas. É bacana que, nesse lance da música brasileira, os caras tão tocando e não tão nem aí; é o trabalho que eu, Mau Mau, Renato Cohen, Murphy, Andy fizemos nos anos 90, 2000. A gente fez com muito amor e carinho, mas acabou se perdendo um pouco, devido ao fato de as pessoas não darem tanto valor mais à técnica, ao conhecimento e ao verdadeiro disc-jóquei. Depois do Steve Aoki, que começou a dar tortada, Paris Hilton, a coisa deu meio que uma debandada. Mas na Europa, na Ásia, continua muito bem, e espero que volte a crescer, como deve ser aqui no Brasil. Acho que os donos de clube, que organizam festivais, devem ter pulso firme e tentar fazer algo melhor, porque o nosso país é complicado; quando um estilo musical começa a virar mainstream, ele fica estável, e aqui, estabilidade significa que morreu.”

Novo EP de remixes e gigs pelo mundo

Antes do Influences Vol. 2, o Marky vai ter outro novo lançamento: em abril, sai o EP My Heroes Remixes, com três faixas novas — duas delas, remixes de músicas do LP My Heroes, primeiro álbum do DJ, lançado em 2015. “Vai ter um remix que eu mesmo fiz do single ‘Silly’, mais um remix do Nytron pra ‘Bella Drix’, além de uma faixa nova minha, a ‘Ready to Go’. Então são duas de drum’n’bass e uma meio house, meio tech house…”
Além disso, o DJ conta que tem começado a alcançar novos mercados, “mais exóticos”; além da Índia, tocou em Seul, na Coreia do Sul, pela primeira vez. “Tenho datas fechadas até o meio do ano que vem: bastantes festivais na Inglaterra, turnês na Ásia, no Japão, na Coreia de novo, Austrália, Nova Zelândia, Tailandia, Bali…” ~

Fonte: http://www.phouse.com.br/exclusivo-dj-marky-fala-sobre-novos-lancamentos-e-o-que-falta-cena-brasileira/ 
Uma geração de DJs que não manja muito de música, mas é fera nas redes sociais
28/12/2016
Trino Trevino

Alguns dias atrás, a 7UP lançou oficialmente uma campanha com o Tiësto, chamada "Your Shot". O prêmio: tocar nos grandes palcos de um dos maiores festivais de EDM do mundo. Este é apenas um dos indicadores de como a busca por talento está mais em voga do que nunca. Todo mundo quer aparecer, e a qualquer custo. O sonho de qualquer bedroom DJ quando compra equipamentos pela primeira vez e os pluga no computador é ficar imaginando milhares de pessoas em sua frente enquanto está com seus braços levantados e dançando de forma frenética. Quando abre os olhos, o sonhador se dá conta que ao seu redor há apenas uma parede com o poster de seu artista favorito, e ao se virar para trás dá de cara com seu quarto desarrumado. Então o que é preciso fazer para este sonho se tornar realidade? Muitos decidem seguir passos capazes de alavancar um autopromoção, o que pode dar a impressão de que estão cada vez mais próximos do estrelato, quando na verdade estão mais distantes do que nunca.

Passo nº 1: Crie um nome artístico e vire modelo

A criatividade dos novos DJs realmente impressiona, dado que a maioria deles está se tornando expert em design. Digamos que você decide que seu nome de DJ será "A5tro": você fará tudo que está ao seu alcance para que os outros saibam que este é não só o seu pseudônimo, como também sua marca. Muitos youngsters aprendem a mexer com design gráfico, logos, banners e técnicas visuais em geral, tudo isso para te convencer de que eles têm uma audiência maior do que a que de fato têm (nem sei como, na verdade, porque não aprendi a usar Photoshop daquele jeito na faculdade). Eles convencem seus pais a pagar por uma sessão de fotos e espalham suas imagens brilhantes e photoshopadas pelas mídias sociais afora.

Passo nº 2: Torne-se um expert em mídias sociais

Novos DJs criam perfis no Facebook, Twitter, SoundCloud, YouTube, Instagram, Snapchat e em qualquer outra mídia social que esteja bombando no momento. Muitos deles pagam por campanhas no Facebook para serem vistos por milhões de pessoas, mesmo só tendo tocado para meia dúzia de gatos pingados. Qualquer um pode pagar o Facebook para promover suas publicações, mas, da noite pro dia, DJs que ninguém nunca ouviu falar atingiram o marco das 60 mil curtidas. Quando alguém que trabalha na indústria de música descobre isso, fica surpreso: "Como isso passou batido? Por que eu não os conheço?".

Passo nº 3: Seja quem você quiser, mas não fique repetindo de onde você veio

Uma das maiores fraquezas no mercado de DJs numa escala global é que muitos aspirantes querem ser algo que não são. Vamos falar sobre o nosso querido amigo, o "A5tro". Se ele é mexicano, provavelmente nunca fala sobre este assunto. Levando em conta que a maioria dos grandes DJs são holandeses, suecos, franceses ou canadenses, muitos novos DJs que não são destes países acham que falar sobre onde eles vieram pode ser vantajoso. Por que?
Todos os tuítes e publicações no Facebook do A5tro, por exemplo, são em inglês. Talvez seja uma boa ideia ter duas versões do seu trabalho, inclusive da sua biografia no Facebook e no SoundCloud.
Enquanto jornalista, acho muito importante que as pessoas ao meu redor saibam o que o meu mundo representa. Se escrevo em um idioma que a maioria das pessoas no meu país não entende, quem estou apoiando? Nos esforçamos pra cacete para entender o que os DJs internacionais estão fazendo, porque a música deles parece incrível, mas ao mesmo tempo estão interessados em saber o que está rolando aqui (ou em qualquer outro lugar). É claro, o Tiësto não vai aprender espanhol para conseguir entender seu público mexicano, mas ele vai identificar um artista que é amado e compreendido por seus fãs mais do que alguém que está fingindo ser holandês.

Passo nº 4: Não perca tempo com produção musical

Tocar em grandes festivais ou em baladas ao redor do mundo é o sonho de muitos DJs, então quando se aproximam disso, naturalmente querem se gabar.
Muitos DJs wannabe são preguiçosos demais para ficar sentados em um estúdio por quantas horas for necessário para tentar fazer música. Vide as fotos deles na primeira classe com a legenda "Próxima gig: Miami!". Obviamente, a maioria deles está rumo a uma turnê relevante, mas para tocar bem no início quando 99% dos espectadores não está interessado em suas faixas, se é que eles têm música própria.
Eles podem até postar algumas fotos em um estúdio emprestado com a legenda "preparando umas surpresinhas", mesmo que essas surpresas nunca fiquem prontas. É uma nova febre nas mídias sociais que está consumindo os adolescentes viciados em EDM. A vontade de viajar para as maiores cidades do mundo em jatinhos particulares, encher a cara com os DJs superstar e postar selfies e mais selfies com famosos é maior do que a de expressar suas emoções através da música.
Mas tenho uma má notícia: fama e glória nunca virão se você não fizer música.
Qualquer label ou promoter decente está em busca de artistas que as pessoas se identificam, artistas que fazem as pessoas se entregarem ao poder da música. Se tocam EDM, techno, house, jungle ou trop-house, não faz diferença. Se um artista não tem uma abordagem criativa, sempre será alguém que apenas abre shows para outros DJs, tocando música dos outros.
Você provavelmente dirá "bom, mas todos os DJs que tocam no Ultra costumam tocar músicas de outros artistas". Concordo plenamente; todo mundo ama tocar músicas de outros artistas, mas sempre há momentos onde esses DJs apresentam seu novo remix ou faixa próprios. David Guetta pode ser muitas coisas, mas consegue fazer as pessoas cantarem suas músicas e bater palmas por uma hora ininterruptamente. Já o Richie Hawtin, por exemplo, toca por horas a fio em baladas em Ibiza porque as pessoas querem ouvir seus sets. A galera não está nem aí para o que ele posta no Instagram; eles admiram o fato de que ele está sempre em busca da melhor música que pode tocar para o público.
Aspirantes a DJ precisam parar de ser guiados pelo marketing. Lembre-se que aquele slogan cliché "qualidade antes de quantidade" também se aplica a discotecagem. Não fique atrás de bases enormes de fãs. Se o seu vizinho tem 100 mil curtidas no Facebook, mas você o vê em casa de segunda a segunda e de vez em nunca ele toca nas festas de seus amigos, acho que você deve saber quantos fãs ele de fato tem.
É o que eu sempre digo: se as pessoas dedicassem tanto tempo ao Logic ou FL Studio quanto dedicam ao Photoshop, Twitter ou Facebook, muito mais bedroom DJs se tornariam astros de verdade. Você quer que o seu trabalho seja levado a sério, e não suas habilidades em marketing e design — deixe o profissionais dessas áreas se encarregarem disso; precisamos focar na música.

Trino Trevino é o editor do THUMP México, e você pode encontrá-lo no Twitter.

Este artigo foi originalmente publicado no THUMP México.

Tradução: Stefania Cannone
‘Venho me preparando desde 2006?, diz Erick Jay, vencedor do DMC World DJ
24/10/2016
Por Fabiano Alcântara

Vencedor do DMC World DJ Championship, Erick Garcia, o Erick Jay, fez história ao se consagrar vencedor da categoria World Supremacy Champions e trazer o disco de ouro para o Brasil. Para chegar lá, no entanto, o monstrão dos toca-discos e do mixer teve de se preparar como um atleta olímpico. Foram dez anos de preparação e treinos que duravam quatro horas, no mínimo.
 
“Venho me preparando desde 2006 quando ganhei meu primeiro título nacional, o Hip Hop Dj. Já estava treinando pesado esperando a volta do DMC Brasil  que aconteceu dois anos depois, em 2008. Eu queria muito ganhar, era uma meta pessoal,  já que meu país nunca me valorizou. E também acredito que iria mudar a cena dos DJs aqui em várias questões, como mercado, equipamentos”, afirma o herói das pick-ups.
 
“Os treinos foram pesados como sempre, só que este ano tive que controlar mais o tempo devido a muitos trabalhos. Graças a Deus, treinei no mínimo umas 4 horas por dia, mas estava mais focado este ano, procurei ser mais estratégico e deu certo”, completou.
 
DJ profissional desde 2000, Erick Jay integrou o coletivo Clã Leste e hoje atua com o MC Kamau. Desde 2008, ele é o DJ oficial do Manos e Minas, programa semanal da TV Cultura, dedicado à cultura hip hop.
 
“A nossa cultura está crescendo com bons profissionais e maus também, sei que a tecnologia está aí para ajudar os DJs e não-DJs. A geração de hoje perdeu muito a sensibilidade que a anterior tinha. Hoje tudo é muito fácil, todo mundo é DJ”, constata Erick, que começou como b-boy e entregou panfletos e trabalhou em ferro-velho para comprar seus primeiros equipamentos.
 
Ele afirma também que “seria ótimo” se o rap fosse mainstream no Brasil como ocorre nos Estados Unidos. “Já demos alguns passos, mas vai demorar ainda, muitas pessoas precisam abrir mais a mente”, lamenta.
 
Erick vê, no entanto, a emergência de um estilo brasileiro de turntublismo, a arte de discotecar com pick-ups. “Acredito que hoje em dia somos um pouco da escola americana e europeia pegamos os beat juggling, a criação de batidas, dos americanos e os scratches, riscos,cortes, dos europeus. Juntamos com o suingue brasileiro e sai nosso estilo”, resume o campeão.
 
Organizado pelo Disco Mix Cluc (DMC), selo britânico especializado em remixes, pela Technics, fabricante de pick-ups, e pela Ortofon, indústria de agulhas e cápsulas, o festival chegou a sua 31ª edição. A batalha final foi vencida pelo brasileiro no dia 24 de setembro. We are the champions, my friend. Valeu, Erick Jay!

Fonte 
Portal Virgula > Música > Matéria

Erick Jay, campeão mundial do DMC 2016, dá uma aula de determinação e foco.
24/10/2016
Erick Jay, campeão mundial do DMC 2016, dá uma aula de determinação e foco: “usei a estratégia dos mestres japoneses de lutas para vencer”.
 
O Disco Mix Club, originalmente nome de um programa de rádio da BBC de Londres, surgiu na Europa em 1983 como o primeiro clube de distribuição de discos somente para DJs. Mediante o pagamento de uma mensalidade, o disc-jóquei recebia em casa um pacote de “megamixes” – discos de doze polegadas com versões e/ou medleys exclusivos, feitos por DJs especialmente para os sócios da organização. Como lidava com gravações, o DMC também virou selo. Estrelas como Sasha e John Digweed estavam entre os primeiros assinantes do serviço.
 
O fundador do negócio, o ex-radialista Tony Princes, decidiu lançar também uma revista especializada que acompanharia a cada mês a pacoteira de oito discos que o DJ recebia na sua porta. A idéia era fazer uma publicação para o profissional das pick-ups. O nome da revista? Mixmag, hoje uma espécie de bíblia pop do mundo DJ.
 
No Brasil, muito mais do que funcionar como clube de distribuição de discos exclusivos, o DMC serviu para revelar talentos e profissionalizar o mercado. Como sua matriz inglesa, o braço verde-amarelo do DMC também ficou conhecido principalmente pelas competições de DJs.
O responsável pela vinda do Disco Mix Club ao Brasil foi Juninho Thonon. Ele havia trabalhado como DJ montando programas na Jovem Pan. Por meio da rádio, conheceu Paulo Tavares, brasileiro que morava em Londres e exportava discos para a emissora.
 
Em 1989 o DMC fez sua primeira convenção no Brasil, seguida de um campeonato de DJs. O vencedor da etapa brasileira teria direito a competir com DJs do mundo todo na edição mundial do campeonato, em Londres. No primeiro ano, o vencedor da competição foi o DJ Marlboro, que se tornou então o grande nome do funk no Brasil. Tradicionalmente, o DMC valoriza a performance do disc-jóquei nas pick-ups, sua habilidade técnica, juntamente com a seleção das músicas.
 
Com o campeonato brasileiro do DMC, nascia o termo “DJ de performance”. Muito mais um show do que um set, o DJ desse segmento se aprimora em fazer acrobacias com as pick-ups. Ficaram célebres no DMC imagens de DJs fazendo scratches com o queixo ou realizando passagens de um disco para o outro usando os pés. A habilidade de fazer miséria com os toca-discos enquanto se produzem bases e efeitos sonoros ganhou o nome em inglês de turntablism – turntablismo, aqui no Brasil.
 
Em 1990 e 91, um DJ que tocava numa casa noturna da Freguesia do Ó, a Playboy, levou o primeiro lugar do DMC. Era Cuca, que no primeiro ano fora vice-campeão. Essa primeira etapa de DMC no Brasil ainda teve MC Jack como campeão duas vezes. Com pouca entrada de recursos e muitos gastos com a produção dos campeonatos, o DMC abortou sua estada no país em 1997. Voltou em 2008. E somente em 2016, conseguiu emplacar pela primeira vez um brasileiro como campeão mundial, o paulistano Erick Jay.
 
A gente já sabia que seu foco e vontade de vencer ia acabar o levando ao mais alto posto da hierarquia dos DJs do planeta. Saco só esta entrevista, que fizemos com ele em 2014.
 
Com a vitória, Erick está, além de feliz e orgulhoso, com a agenda lotada. Mas ele encontrou um tempinho pra nos dar a seguinte entrevista, em que mostra que seu foco e determinação foram o fator principal para levá-lo a essa gigantesca conquista. Com você, o campeão mundial do DMC, Erick Jay.
 
Music Non Stop – Como estava sua cabeça, já estava se sentindo campeão quando chegou lá pra competir?
 
Erick Jay – Eu já tava bem seguro na real. Eu fui preparado pra guerra mesmo. Podia trombar qualquer um, eu fui muito estratégico. Não gastei armas à toa, performances à toa. Esse DJ, eu vou usar isso. As performances que eu tinha eram todas de alto nível, rotinas de nível master. Até sobrou rotina pro ano que vem, fui com 12 rotinas de 1 minuto e 1 minuto e meio. Então vou trabalhar essas rotinas pra eu defender o título ano que vem.
 
Music Non Stop – Quanto tempo de preparo pro DMC?
 
Erick Jay – Me preparei treinando um ano direto, todos os dias. Eu falei assim: “ou eu ganho ou eu ganho”. Treinei umas quatro horas por dia no mínimo. Quando eu via já tinham passado as quatro horas. Eu fazia os corres que tinha que fazer, dava aula, fazia workshop, tocava nas festas, chegava das festas e dormia umas quatro, cinco horas. Acordava e treinava. Fui bem firme. Eu mantive minha rotina mais focada na real. Tava tudo fácil na mente. Fiz aquela doutrina dos japoneses, igual os filmes de luta. Todo filme de japonês tem os mestres orientais treinando os americanos. Então eu pensei nisso, naquela doutrina. Todos os dias. Agora vai ser um pouco melhor pra administrar. Vou trabalhar as minhas rotinas, deixá-las ainda mais difíceis, pro próximo ano.
 
Music Non Stop – Com a vitória do DMC, qual é seu próximo objetivo?
 
Erick Jay – Com esta vitória, as portas já estão se abrindo bastante. Eu tô tocando bastante nas festas, fazendo bastante workshop nas escolas de DJs, levando bastante informação. É necessário passar informação. Ainda estamos na terceira geração de turntablistas, estamos apenas na terceira geração, já era pra estarmos na quinta. Agora eu quero estourar mesmo, tocar nos festivais, fazer coisas inusitadas, quero fazer participação em bandas. Quero fazer bastante coisa. E vou defender o bicampeonato. Tô sentindo que eu tô embalado, voando, como a gente diz. Mas o que vier agora é lucro, né?
 
Music Non Stop – Quem são seus maiores ídolos da discotecagem?
 
Erick Jay – Meus maiores ídolos são DJ Marky, sem dúvida, KL Jay, CIA, Luciano, da Transcontinental, que faz o Black Som, o King, o Hadji, o Nuts, Tamempi, Dubstrong, DJ Soares, Zé Gonzales, DJ Moreno, de Curitiba, muito bom. O jeito que ele toca é muito louco, ele mixa tudo. Tem muitos caras bons das equipes de som antigas. Tem o Iraí Campos, o Murphy, esses são os nacionais. Internacionais tem vários, o Craze, o A-Trak, Jazzy Jeff, Vkked, Kentaro, C2C, pra mim a maior crew de todos os tempos de DJ, tem o Netik e o Fly, da França. E ainda tem o Shortchut, D-Styles, Q-Bert. A escola americana é incrível. Influências são muitas mesmo.
 
Music Non Stop – Quais você acha que foram fatores determinantes pra você levar o caneco do DMC 2016?
 
Erick Jay – Tem quer focado e objetivo. Ser ousado. Precisa de tudo isso. E querer mesmo. A vontade supera todos os problemas, todas as dificuldades. Vi muitos documentários de auto-estima, essa coisa de liderança, isso me ajudou. Vi o documentário do Schwarzenegger, ele queria ser o mais forte. Aconteceram várias coisas que podiam ter atrapalhado a jornada dele, mas ele foi muito focado. A realidade do dia a dia não deixa você ser focado. Você tem que querer demais, engolir muito sapo. O querer é tudo. Foco, olhar pra frente e não pros lados.
 
Music Non Stop – Como está o nível dos DJs no Brasil?
 
Erick Jay – O nível está bom, mas poderia estar melhor. Temos campeonatos que fortificam, Hip Hop DJ, o Quarts, o Amador DJ, O DJ Scratch em Brasília, enfim, DJ Battle Brasil em Belo Horizonte. No Nordeste não temos campeonato ainda. Deveria ter pra ajudar a aumentar o nível em cada estado. Quando você vê os campeões do mundo tocar, você fala: “o Brasil está muito atrasado”. Os caras respiram mais o universo DJ do que nós. Tem muitos caras bons no Brasil, mas deveria ter mais campeonatos pra aprimorar. A gente devia estar entre os top 5 todo ano. Mas é muito difícil pra gente. Se você comparar com a realidade dos americanos, japoneses, franceses, que eu acho que são os melhores, tem vários fatores que ajudam eles lá. Acho que aqui ficamos dependendo de talentos pessoais. Estamos caminhando, demos um passo. Acredito que depois de mim virão mais campeões. Não podemos deixar essa chama se apagar. Estamos preparando soldados pra guerra, pra nivelar. Nossa realidade, em questão de equipamento, por exemplo, é bem outra. Pra nós é tudo mais difícil. Nós temos muito mais DJs que vários países da Europa, mas a diferença é aquela visão econômica. As empresas grandes deviam apostar no Brasil, mas tem a questão de imposto e tudo o mais. Isso atrapalha o desenvolvimento dos DJs. Se tivesse marcas investindo, igual tem nos EUA, lógico que os DJs iam se dedicar 100% do tempo, aí daria pra igualar. Mesmo com essas dificuldades a gente se vira e consegue ainda ganhar.
 
Music Non Stop – O que você acha que encantou os jurados nas suas apresentações este ano?
 
Erick Jay – Os jurados são todos campões do mundo ou no mínimo têm um título nacional. Eles acompanham o meu trabalho, estudam todos os DJs antes de julgar. Eles viram que ano passado eu morri na final e também viram que este ano eu estava mais preparado, viram a evolução técnica e mental. Foi um dos fatores determinantes, eu não fui de brincadeira, não dei boi. Ganhei de 7 x 0, 7 x 0. E na final foi 4 x 3 pra mim. Eu sobressaí na final, eles viram que eu fui melhor em vários quesitos, fiz coisas que o japonês não fez. E fui ousado. O japonês usou o Can’t Touch This do MC Hammer na semi. Eu usei na final, mostrei pra ele como era. Eles não têm rodeio os jurados. Eu fiquei na minha sério mesmo. Estava muito seguro. E fui feliz no meu repertório. Isso agradou os jurados. Acho que eu fui mais original e oldschool. Os jurados não gostam de cópia. Sem muita firula.
 
Music Non Stop – O que muda depois de ganhar um campeonato como o DMC?
 
Erick Jay – O Pogo, organizador do DMC, me falou: “cara, você é campeão do mundo, é outra história. Não tem visibilidade maior”. Eu fiquei com isso na cabeça. Acredito que muda em vários aspectos. Valorizam mais a nossa cultura, abrem-se portas pra patrocínio. Uma das minhas maiores lutas sempre foi que pra que olhassem pro nosso país, independentemente dos impostos. Quero que isso incentive outras pessoas, quero motivar outra geração, passar a mensagem de quem é possível você ser campeão do mundo. Eu via fita VHS do DMC e sonhava em ser campeão. Um campeão brasileiro mostra pros outros DJs que é possível estar na elite, ao lado dos EUA, Inglaterra, Japão, Alemanha, França. Eu quis mostrar isso, sabe. E também pros novos DJs acreditarem que é possível. Eu costumo falar que eu cortei o mato. Eu, DJ RM. A gente cortou o mato, abrimos uma estrada, pra que outros DJs não tenham que passar pelo que passamos. Equipamento é um fator também, espero que agora eles olhem pra nós. A auto-estima do DJ também muda, aumenta. Muda muito questão de agenda, outros tipos de trabalho. Dá uma visibilidade do caramba ser campeão do mundo. Quem conhece a história da discotecagem sabe a importância do DMC. Pra mim já mudou muito, tô trabalhando dobrado. Nem eu imaginava. Quando eu ganhei, eu saí do teatro eu pisei lá fora e choveu de mensagem no meu Whatsapp. De gente que eu nem conhecia. Eu fui abençoado por várias celebridades, os Gêmeos estavam lá, tiraram foto comigo. Meu Instagram bombou. Nem eu imaginava que eu era tão querido por tantas pessoas. Todos os DJs compartilharam minhas fotos. Imagina, só a fotos com o Gêmeos já valeu tudo. Nem eu imaginava que eu era tão famoso. Meu vídeos bombaram, Instagram bombou. E isso tudo gera mais trabalho.
Renato Cohen, Zopelar, L_cio, Mau Mau, Erica Alves: 15 produtores revelam seus equipamentos de estúd
09/10/2016
Por Marco Androl

Convidamos 15 produtores nacionais a destrinchar os equipos que usam para fazer música, assim o leitor que planeja começar a produzir pode ter noções básicas da tecnologia disponível: placas de áudio, monitores de áudio (caixas) e softwares de produção. Surpreendeu-me o fato de que muitos dispensam o uso das mesas de som e amplificadores sem perder a qualidade de áudio. E a polêmica entre o analógico e o digital parece ter arrefecido, mas ainda existe.
O resultado tornou-se um GUIA.

Entenda agora como funcionam os estúdios caseiros. 

PROGRAMAS » DAW SOFTWARES _ sequenciadores que gravam, editam e tocam o áudio digital

ANDRÉ RIBEIRO [ROCK SUCKS, DISCO’S REVENGE]
LiveSuit e Ableton Live.

BREDES FERNANDO [PERCEPTION RECORDS]
Ableton Live.

BRUNO PALAZZO
Logic Pro e Audacity.

DADA ATTACK
Principalmente o Ableton Live com o Max para Live.

DANI SOUTO [EX-GLOCAL]
Ableton Live. Usei o Logic por 15 anos.

ÉRICA ALVES
Ableton Live.

FOTONOVELA [NIVALDO GODOY & PANAIS BOUKI]
Ableton Live com Reason para a programação e Garage Band para gravar vocais e instrumentos.

GABRIEL PESSOA GUERRA [DORGAS, 40% FODA/MANEIRISSIMO, SÉCULOS APAIXONADOS]
Ableton Live 8 ou 9.

HOLOCAOS [CAUE MIRANDA]
Ableton Live, plug-ins e VSTSs variados.

L_cio
Ableton Live e Logic.

MAU MAU [com FRANCO JUNIOR]
Logic Pro X.

NOPORN [LIANA PADILHA & LUCA LAURI]
Ableton Live.

OBTUSO [ANDRÉ GODOY]
Ableton Live 9. Cortei em 90% os plug-ins e VSTs externos e estou usando os do próprio programa.

PAULO TESSUTO
Ableton Live 9 Suite.

PEDRO ZOPELAR
Ableton Live 9.

PEJOTA FERNANDES
No Windows: FL Studio, Ableton Live e Adobe Audition. No Mac: Ableton Live e Adobe Audition.

RENATO COHEN
Logic e Ableton Live.

XERXES DE OLIVEIRA
Logic é o principal programa com outros lincados, seja plug-in, AudioUnit, VST ou via Rewire.

PLACAS DE ÁUDIO

ANDRÉ RIBEIRO
M-Track e M-Audio.

BREDES FERNANDO
Focusrite Scarlett 2i2.

BRUNO PALAZZO
MOTU Ultralite.

DADA ATTACK
RME Fireface UC.

DANI SOUTO
Motu.

ÉRICA ALVES
M-Audio Fast Track Pro.

FOTONOVELA
Placa de áudio integrada do iMac.

GABRIEL PESSOA GUERRA
PreSonus FireStudio.

HOLOCAOS
Edirol Firewire FA-66.

L_cio
RME Baby Face Snow.

MAU MAU
Placa Duet.

NOPORN
Uma Motu 828 MKII e uma Kontrol 1 da Native Instruments.

OBTUSO
Na maioria dos casos eu simplesmente gravo jams pela saída estéreo da minha mesa de som. Nesse processo a Fast-Track Pro da M-Audio tem resolvido.

PAULO TESSUTO
M-Audio Fast Track Pro.

PEDRO ZOPELAR
UAD Apollo 16.

PEJOTA FERNANDES
M-Audio Delta Audiophile.

RENATO COHEN
RME Fireface800.

XERXES DE OLIVEIRA
No geral, para compor, a saída de fone do computador basta; eventualmente, quando há necessidade de se gravar algum instrumento externo, qualquer boa entrada que ofereça 44.1kHz @16 ou 24bits serve.
 

MONITORES DE ÁUDIO – caixas de som – e o SUB, específico para subgraves

ANDRÉ RIBEIRO
M Audio BX5. Sub: M-Audio SBX10.

BREDES FERNANDO
Yamaha HS-50M. Não uso Sub.

BRUNO PALAZZO
Yamaha HS50/HS80. Sub: Yamaha HS10.

DADA ATTACK
Klein & Hummel O110 + Roland DS-7. Não uso Sub.

DANI SOUTO
KRK VXT. Não uso Sub.

ÉRICA ALVES
KRK Rockit 8. Não uso sub.

FOTONOVELA
Rokit 5 . Não uso Sub.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Yamaha HS-8, que cada dia uso menos. Ainda é bom pra checar aquela área de graves. Do ano passado para cá comecei a mixar usando as caixas do meu computador ou fones de ouvido baratos e simplesmente os resultados saiam melhor. Acho que quando você ouve as coisas numa referencia “ruim”, você entende melhor a música, principalmente na região dos médios. Antes eu usava como referência só os monitores, mas quando levava para ouvir nas caixinhas de laptop do amigo o som era uma bagunça. Nunca senti necessidade de Sub.

HOLOCAOS
Krk rokit 5. Não uso Sub.

L_cio
KRK Rockit 6′. Não uso Sub.

MAU MAU
Mackie HR824. Não uso Sub.

NOPORN
JBL Control 1. Sem Sub.

OBTUSO
Microlab B77. Comprei pelo custo mesmo. O som é robusto, mas tem um reforço de grave que é incômodo. Não uso sub.

PAULO TESSUTO
KRK Rokit6. Esse monitor já tem referência de subgrave.

PEDRO ZOPELAR
Genelec. Não uso sub.

PEJOTA FERNANDES
Alesis Monitor One. Não uso sub.

RENATO COHEN
Event Opal. Não uso sub.

XERXES DE OLIVEIRA
Como essa etapa do processo de produção envolve passar algumas horas concentrado em frente aos monitores, o ideal é que ofereçam, além de um som sem coloração, uma ampla resposta de frequência. Dos monitores com os quais trabalhei, meus favoritos foram as Genelec, Yamaha e, surpreendentemente, um par de Absolute Zero, da Spirit. Nunca senti a necessidade de um sub para finalizar.

MESAS DE SOM

ANDRÉ RIBEIRO
Roland – MX-1.

BREDES FERNANDO
Soundcraft Sx802fx.

BRUNO PALAZZO
Soundcraft EFX 12.

DADA ATTACK
Neve 542.

DANI SOUTO
Mackie.

ÉRICA ALVES
Yamaha MG82cx.

FOTONOVELA
Um Portable Powered Mixer da Shelter que tem efeitos super estranhos que podem ser combinados.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Fostex 350.

HOLOCAOS
Não uso.

L_cio
Nao uso mais, mas ainda tenho uma Behringer antigona de 16 canais.

MAU MAU
Eurorack UB 1832FX-Pro.

NOPORN
Usamos a mesa de som do programa Live Ableton mesmo.

OBTUSO
Soundcfraft EPM 6. O pré-amp dessa mesa serve como amplificador.

PAULO TESSUTO
Não tenho.

PEDRO ZOPELAR
Yamaha MG10 (8 canais).

PEJOTA FERNANDES
CSR DSM-35 analógica e UC-33e controlador midi.

RENATO COHEN
Hoje em dia não uso mais mesa.

XERXES DE OLIVEIRA
As mixes normalmente são realizadas em software, ou seja, o mixer do software, nesse caso, já basta.
 

AMPLIFICADORES

ANDRÉ RIBEIRO
Não uso pois meus monitores e sub já são amplificados.

BREDES FERNANDO
Valvulado.

DADA ATTACK
Yamaha G-5.

DANI SOUTO
Não uso.

ÉRICA ALVES
Não tenho.

FOTONOVELA
Usamos o do monitor amplificado.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Não uso.

HOLOCAOS
Não uso.

L_cio
Não uso.

NOPORN
Um receiver Gradiente meio antigo, mas bom.

PAULO TESSUTO
Não uso.

PEDRO ZOPELAR
Não uso.

PEJOTA FERNANDES
Pioneer SA-7100 e equalizador Pioneer GR-555.

RENATO COHEN
Não mais.
 

Vocês acham necessário trocar os equipamentos com frequência?

ANDRÉ RIBEIRO
Aos poucos estou trocando os sintetizadores por híbridos novos, mas não vejo necessidade em trocar placa de áudio e monitores.

BREDES FERNANDO
Trocar não, aderir sim.

BRUNO PALAZZO
Não. É preciso tempo pra dominar os equipamentos e criar uma relação com eles, mas, às vezes, trocar algo que não está sendo usado por outra coisa pode ser bom pra variar a sonoridade.

DADA ATTACK
Cada dia surgem inúmeras opções que exigem aprendizado. Muitas vezes o produtor pode se apegar em coisas novas, mas é essencial encontrar um equilíbrio para não ficar preso no passado.

DANI SOUTO
Trocar, nunca. Comprar novos pelo resto da vida.

ÉRICA ALVES
Não, tenho um pouco de apego às minhas coisas, rs

FOTONOVELA
O equipamento não faz o músico/produtor. As máquinas ajudam a produção a ficar mais bacana e resolvem questões práticas, mas não criam nada sozinhas. Imagine os estúdios com equipamentos incríveis que são
subutilizados na produção dos “hits” de hoje. Adianta alguma coisa?

GABRIEL PESSOA GUERRA
Não, pelo contrário. Acho que todo equipamento precisa ser usado até tirar o máximo dele. Nunca entendi essas pessoas que tem zilhões de equipamentos, deve ser muito dinheiro.

L_cio
Não. Penso que temos que usar os equipamentos que temos ao seu máximo até sentir a necessidade de comprar outro ou trocar.

MAU MAU
Acho necessário atualizar o programa (no caso, o Logic) para acompanhar as novidades que influenciam na qualidade do trabalho. Acho importante conhecer bem os outros equipamentos para tirar o máximo proveito na performance.

NOPORN
Somos forçados a isso por causa da constante atualização dos softwares.

OBTUSO
Gosto de explorar meu setup ao máximo. Sou contra o lance de procurar o equipamento perfeito para aquela função específica. Gosto de tentar me adaptar e resolver a música com as ferramentas que tenho. O foco é a música e não as ferramentas.

PAULO TESSUTO
Até hoje nunca troquei nada, mas acho legal adquirir novidades periodicamente, assim você consegue variar os timbres com mais facilidade. Mas antes, acho importante passar bastante tempo fuçando no synth antes de comprar um novo – se você compra um atrás do outro pode não dar a atenção necessária para cada um.

PEDRO ZOPELAR
Às vezes sim, e as questões podem ser extramusicais como, por exemplo, limitação de espaço para os equipamentos ou o próprio orçamento. Trocar é uma ótima opção para conhecer vários equipamentos sem precisar ter condições de manter tantos hardwares. Venda um para poder comprar/caber o outro.

PEJOTA FERNANDES
Trocar não, mas agregar sempre é bom, porém está impossível com as nossas taxas e impostos.

RENATO COHEN
Pelo contrário, quanto mais você estiver acostumado com seus equipamentos, melhor.

XERXES DE OLIVEIRA
Depende muito do perfil do usuário e suas necessidades.

Acreditam que um dia os plug-ins substituirão de vez os analógicos?

ANDRÉ RIBEIRO
Acredito que não. É como discotecar, as principais empresas perceberam que a tecnologia deveria se adaptar ao DJ e não o contrário. Hoje existem inúmeras formas de se discotecar, eu prefiro um bom mixer com dois decks.

BREDES FERNANDO
Por mais que você faça tudo pelo analógico, quando for utilizar uma DAW (programa sequenciador), o sinal passará pelo digital, a menos que você toque os sintetizadores analógicos ao vivo, sem gravar.

BRUNO PALAZZO
Não. Existem ótimos plug-ins que simulam a sonoridade analógica e, ao mesmo tempo, novos equipamentos analógicos sendo produzidos. Acho interessante essa mistura de possibilidades.

DADA ATTACK
Sim. É natural que isso aconteça, como aconteceu com as máquinas de escrever, fotografias em filme, a telefonia e, no futuro, com os carros. Acredito que a partir do momento em que você consegue realizar com menos, não existem motivos para continuar fazendo como se fazia antigamente, gastando mais recursos naturais e energia, a não ser por nostalgia. Muitos dos componentes já pararam de ser fabricados e alguns analógicos antigos já estão condenados a não ter conserto quando quebrarem. É triste para quem, como eu, é apaixonado por analógicos vintage.

FOTONOVELA
Não. O digital se comporta de forma digital. O analógico possui vida própria. Cada um desses meios produz um resultado diferente. O legal mesmo é poder desfrutar dos dois mundos. Nós adoramos passar nossas músicas por fita cassete e samplear só para ter aquele som específico.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Com certeza os plug-ins estão cada vez melhores, mas acho que sempre haverá desejo de parte das pessoas do áudio em ter equipamentos hardware. Os resultados são menos práticos, mas são mais rápidos de se conseguir; duas mãos continuam mais rápidas que o mouse, sem contar que, hoje em dia, o hardware possui um marketing muito maior por trás.

HOLOCAOS
Não. Acho que da para usar a criatividade em qualquer situação.

ÉRICA ALVES
Não.

L_cio
Não. Um não exclui o outro.

MAU MAU
Já tem muitos produtores/DJs produzindo apenas com plug-ins. Dá para construir bons sons por caminhos diferentes. Acredito que, para quem estuda música, os analógicos nunca serão 100% substituídos.

NOPORN
Não. Talvez os plug-ins sejam predominantes por serem mais acessíveis e fáceis de usar.

OBTUSO
Acredito que a qualidade de sons dos softwares usados no computador já é praticamente a mesma, mas a usabilidade muitas vezes deixa a desejar. Veja a quantidade de controladores que são lançados todos os anos – acho que existe uma grande necessidade de tornar tudo mais palpável.
Por outro lado, há esses novos hardwares da Roland, por exemplo, que usam a tecnologia ACB (Analog Circuit Behavior). Na minha opinião, no fundo eles não passam de um VST com um controlador dedicado – não tem nada de errado nisso, acho incrível o som deles (inclusive a TR8 é um dos meus principais instrumentos), mas, nesse caso, entra a questão da praticidade, de ter controles na mão, dinamismo para moldar o som. Se soa bem e é pratico de usar, é bom.

PAULO TESSUTO
Não. Os plug-ins são muito legais e mais acessíveis, mas as máquinas também têm suas vantagens na hora de operar.

PEDRO ZOPELAR
Sim, e isso já é uma realidade. Não estou afirmando isso em questão de qualidade de áudio, mas pela substituição de hardwares por plug-ins digitais. Algumas marcas como UAD, U-he, Arturia e varias outras lançaram plug-ins incríveis que uso bastante e substituem muito bem alguns itens analógicos, como efeitos e instrumentos, caso você não tenha tanta variedade de hardwares.

PEJOTA FERNANDES
Praticamente todos os grandes equipamentos têm emuladores que tiram um som bem próximo, porém, o som analógico é característico e a diferença ainda é perceptível pra quem conhece.

RENATO COHEN
Se você quer dizer que a demanda por analógico vai acabar algum dia, eu acho que não. Depende muito do gosto e da música de cada um. Digital e analógico se desenvolveram muito nos últimos anos.

XERXES DE OLIVEIRA
Para mim isso já é uma realidade desde 1996, por conta do budget limitado tive que me adaptar a essa situação, não porque desejasse, mas porque a necessidade me impôs essa realidade.

Já pensaram em compor para vários canais?
Em 5.1, por exemplo

ANDRÉ RIBEIRO
Não.

BREDES FERNANDO
Talvez num futuro próximo.

BRUNO PALAZZO
Em Berlim toquei num lugar com sistema de som espacializado de 10 monitores espalhados pelo ambiente. Acho incrível esse tipo de experiência, porém, exige que o material seja preparado assim e que o local tenha um sistema apropriado com multicanais.
Já produzi desenho de som e trilha sonora pra Cinema em 5.1, separando instrumentos e efeitos em multicanais e subwoofer. Funciona bem porque vai ser reproduzido numa sala com som espacializado.
Para música em geral o estéreo ainda é o que mais me fascina. O panorama e a sensação de espaço podem ser criados artificialmente com delas e reverbs. Podem-se acrescentar sons ambientes gravados com microfones em estéreo de gravadores portáteis. A música em estéreo tem sua reprodução facilitada em diferentes sistemas: em um clube, em fones de ouvido ou num hi-fi system em uma sala de estar. Também tenho ouvido alguns lançamentos recentes em mono. Para a música eletrônica mais suja, experimental, o mono funciona muito bem. É questão da linguagem do trabalho.

DADA ATTACK
Sim. Trabalhei na produtora Supersônica do Antonio Pinto, onde fazem diversas trilhas de filmes nacionais e internacionais que são mixadas para sistemas de cinema multicanais. Artisticamente, gosto muito de trabalhar com a espacialidade do som; tive a oportunidade de apresentar a performance audiovisual ‘Ilusionismo’ que fiz em conjunto com o Fernando Timba em 2009 no Festival Live Cinema no Sesc Pompéia – lá disponibilizaram um sistema quadrifônico, mas, levando em consideração nossa realidade dos sistemas de som de clubes e festivais, é melhor pensar em mono.

ÉRICA ALVES
Talvez um dia.

FOTONOVELA
Seria algo muito interessante, mas temos que admitir: quando terminamos de produzir uma música nova, sempre testamos em nossos celulares. Se a saída de som dos aparelhos simples reproduz de forma minimamente aceitável 90% da música, significa que qualquer pessoa poderá ouvir nosso trabalho nos meios em que ela dispõe.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Já é muito difícil mixar em estéreo, imagina em 5.1!

HOLOCAOS
Não.

L_cio
Quero começar a pensar nisso mais para frente.

MAU MAU
Sim, já pensei, mas acho que ainda não é o momento. Tenho outras prioridades.

NOPORN
Não.

OBTUSO
A possibilidade de produzir para uma sala de cinema usando um sistema 7.1 é um sonho!

PAULO TESSUTO
Nunca pensei.

PEDRO ZOPELAR
Já, mas ainda não tive a oportunidade.

PEJOTA FERNANDES
Nunca. Minha forma de fazer música é bem simples e enxuta. Normalmente exploro pouco do estéreo.

RENATO COHEN
Nunca fiz. Deve ser muito interessante. O contrário da ideia de pista.

XERXES DE OLIVEIRA
Sim, em 2013, enquanto desenvolvia um software de automação para uma peça no SESC Belenzinho em um sistema 6.1 e com o Teatro da Vertigem em 2014, que foi um sistema 7.1. Acho que é um formato de composição que é super moderno e tem tudo a ver com a imersão que o teatro propõe; algo que por ser tão sofisticado requer uma equipe de competências e recursos tecnológicos à altura para poder ser realizado.

Que dica vocês dariam para quem está começando?

ANDRÉ RIBEIRO
Bons equipamentos profissionais oferecerem qualidade e possuem ampla durabilidade, por isso não são muito baratos, então a dica é: não tenha pressa! O ideal é ter em mente o que você realmente vai precisar para começar a produzir. Comece pelos equipamentos prioritários, dessa forma você também tem mais tempo para extrair o máximo de cada equipamento.

BREDES FERNANDO
Não se prenda só em equipamentos, uma boa ideia é melhor que um bom equipamento. Pode ter certeza!

BRUNO PALAZZO
Comece com um setup mínimo pra ouvir música, compor e gravar. Um laptop com software e um fone de ouvido já te permite começar. Isso simplifica o processo e pode te fazer mais produtivo. Limitações e regras podem te fazer chegar a resultados incríveis.
Ter muito equipamento não significa fazer boa música. Isso exige trabalho e dedicação.

DADA ATTACK
Faça você mesmo! Equipamentos nada mais são que ferramentas. Utilize o que estiver disponível, não espere até ter aquele equipamento x para começar. Encontre equipamentos que você se sinta confortável e sinta prazer em usar. Muitos estilos musicais, técnicas de produção e grandes sucessos surgiram a partir de improvisos, erros e gambiarras; às vezes é melhor estar fora da zona de conforto: é importante sempre estar pré-disposto a quebrar regras.

ÉRICA ALVES
Só o Ableton Live em um computador com configurações razoáveis já é um bom início!

FOTONOVELA
Não se preocupe com o equipamento, apenas comece e crie seu universo musical próprio! Claro que é importante guardar uma grana para poder investir num segundo momento, mas o caminho é praticar com aquilo que está disponível em suas mãos até conseguir expressar algo que seja você mesmo.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Resiliência sempre foi meu método. Não tenha medo de fazer algo ruim, quanto mais coisa ruim você fizer, melhor será sua capacidade de reflexão e melhor fará no futuro, uma vez que você não gostará de passar vergonha novamente lol
É um método masoquista, mas funciona para mim… Ah! E um bom arranjo sempre facilita tudo.

HOLOCAOS
Hoje existem varias opções gratuitas legais como freewares, ou ilegais como as pirateadas. Há 50 anos era mais difícil com certeza.

L_cio
Faça música independentemente de equipamentos. Rola com pouco investimento.

MAU MAU
Um bom curso técnico pra entender o caminho da construção musical é fundamental. Hoje em dia é possível realizar um bom trabalho sem muito equipamento – com um computador e um programa de música já dá pra tirar um som, o que mais importa é a criatividade.

NOPORN
Explorar os apps de criação de música para dispositivos móveis. A Propellerhead lançou o Figure, um app super gostoso de usar e com uma interface gráfica fascinante.
Luca_ Fiz várias demos/ideias nele e depois as evoluí no Ableton Live.

OBTUSO
Não tenha vergonha de piratear para experimentar. Se com o tempo você decidir se levar mais a sério valerá a pena investir algum dinheiro. No começo, experimente com algum software e não perca seu tempo tentando achar o melhor programa pra fazer um gênero x. Esqueça aquela história de que é preciso usar tal coisa porque o fulano usa. Os principais DAWs (programas sequenciadores) de hoje são todos muito bons, com qualquer um deles você tem as ferramentas necessárias para anos de experimentação e resultados profissionais. O que faz a diferença é dedicar tempo produzindo, aprendendo e não se fixando em resultados rápidos, desenvolva seu processo, não procure fórmula perfeita e se divirta produzindo porque é assim que a mágica acontece.

PAULO TESSUTO
Aproveite bem o Ableton Live que é um programa completo e intuitivo – ele possui todo o tipo de plug-in.

PEDRO ZOPELAR
Procure algo que te inspire a compor. Ter muitos hardwares pode ser muito complicado para um iniciante e o computador muitas vezes é o que basta pra muitos estilos e propostas sonoras. Ao mesmo tempo, novos equipamentos e hardwares podem ser muito inspiradores no processo do seu desenvolvimento. Descubra uma coisa de cada vez, mas saiba que, com o mínimo que você sabe e possui, você pode sempre chegar ao resultado que deseja! Obviamente, quanto mais rápido você aprender, mais rápido chegará lá. Afinal, tudo que você precisa são boas ideias e conhecer os meios para conectar sua mente com o processo de composição, seja em um sampler ou em um DAW.

PEJOTA FERNANDES
Ouça muita música! Não tenha pudor de se inspirar e até copiar o que você achar legal. Procure saber com quais synths e equipamentos essas músicas foram feitas. Pesquise sobre a história dos equipamentos e depois vá atrás dos plug-ins VSTs que os emulam. É um ótimo exercício.
Foque, aprenda e se aprofunde no software sequenciador mais comum: o Ableton Live. Procure equipamentos seminovos nos sites de comércio eletrônico como o Mercado Livre. Sempre aparecem oportunidades.
Comece enxuto. Um PC com placa de som atual, monitores de áudio e um controlador midi já esta ótimo. Depois, ao aprender e se aprofundar, você vai saber em que tipo de equipamento será melhor investir.

RENATO COHEN
Fazer tudo no computador, com certeza. Usar elementos que já vem com uma sonoridade boa desde o início do projeto.

XERXES DE OLIVEIRA
Dar foco ao sistema onde se irá gastar mais tempo produzindo e aos headphones, que devem ter uma boa qualidade de som e ser confortáveis de usar. A limitação pode ser uma boa oportunidade para se aprender bem com o que se tem antes de adquirir algo novo.

O que vocês mudariam em seus estúdios hoje?

BREDES FERNANDO
Faria um bom isolamento acústico.

BRUNO PALAZZO
Mudaria a mesa de som pra uma com mais canais direct out, assim eu manteria tudo ligado na mesa, com a opção de gravar tudo separado.

FOTONOVELA
Compraríamos máquinas mais velozes e talvez um piano. Temos fetiche por computadores rápidos e piano de calda.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Faria um upgrade do JV-1010 para o JV-1080.

HOLOCAOS
Gostaria de poder ter uns synths.

L_cio
Sinceramente, me sinto muito bem com meu quarto (sem tratamento acústico) e com poucos equipamentos.

MAU MAU
Meu estúdio é no apartamento onde moro, preciso fazer um revestimento acústico melhor.

NOPORN
Faria uma cabine de isolamento para gravar os vocais, mas teria que ser uma cabine desmontável, fácil de guardar.

OBTUSO
Mudaria os monitores. Depois quero poder gravar todo o meu live em multitracks simultaneamente, para isso preciso de uma nova mesa de som e uma nova placa de som.

PAULO TESSUTO
A acústica.

PEDRO ZOPELAR
Gostaria muito de ter uma sala tratada.

PEJOTA FERNANDES
Mais nada. Estou bem contente: andei fazendo algumas aquisições recentes : )

RENATO COHEN
Nunca tive uma TB303, nem uma SP1200. São duas coisas que eu ainda penso em comprar.

XERXES DE OLIVEIRA
Acrescentaria TODA a linha da Roland Boutiqe [tô apaixonado!] (http://www.rolandus.com/promos/roland_boutiqe), e trocaria o sampler da Roland por uma Akai MPC 2500. Também adicionaria um bom contrabaixo elétrico ao setup.

EXTRAS: Quais são seus analógicos indispensáveis?

ANDRÉ RIBEIRO
TR-8, TB-3 e System-1 da linha Aira da Roland.

BREDES FERNANDO
Não são totalmente analógicos: tenho usado muito o ER-1  e o Monotribe.

BRUNO PALAZZO
Gravador de fita cassete e rolo: para experimentar sonoridades diferentes. E pedais de efeito de guitarra pra processar sons.

DADA ATTACK
Acredito que boa parte das melhores criações surgem na necessidade de improvisar com o que se tem disponível. Além do computador Hackintosh, gosto de hardwares de processamento (equalizadores, compressores, filtros, efeitos, etc.), brinquedos e equipamentos sonoros toscos modificados com circuit bending, microfones, mini sintetizadores e noisemakers que construo, uma mesa de piano desmontado para efeitos, toca discos e muitas percussões que coleciono.

DANI SOUTO
Moog ou Bass Station para o baixo, Yamaha DX7 FM Digital e MPC.

ÉRICA ALVES
Novation Bass Station II, Novation Ultranova, Korg Volca Keys, Korg Monotribe, Roland Gaia, Microfone condensador, Fone de ouvido Sony MDR-7506.

FOTONOVELA
Violão amplificado, toca fitas gradiente, um rádio dos anos 40 e uma máquina de escrever dos anos 60 que usamos ao vivo. O sonho de consumo é ter um Minimoog e um Theremin.

GABRIEL PESSOA GUERRA
Roland JV-1010, é uma versão mini do JV-1080. Ele tem 1384791378942 presets, então é fácil acessar qualquer tipo de som.

L_cio
Vermona Monolancet, Bass Station Novation, Mininova Novation, Aira TR-08 e Jomox MBase11.

MAU MAU
Korg MS10, Alpha Juno, Ensoniq KS 32,  Rave-O-Lution 309  e Micro Korg.

NOPORN
Um baixo, um Korg X5, um microfone Shur), um Kaos Pad e um teclado Org.

OBTUSO
Não acho que existam analógicos indispensáveis hoje em dia, mas seria difícil trabalhar sem mixer.

PAULO TESSUTO
Juno Alpha 1 e Pulse 2.

PEDRO ZOPELAR
SH 101 e Elektron Analog 4.

PEJOTA FERNANDES
Um bom deck de fita K7 e Pickup para extração de samples.

RENATO COHEN
SH 101, Jupiter 6, Tr 909 e Mpc 1000.

XERXES DE OLIVEIRA
Dois exciters: um da Behringer e um BBE.

Fonte https://www.musicnonstop.com.br/renato-cohen-zopelar-lcio-maumau-erica-alves-15-produtores-relevam-seus-equipamentos-de-estudio-neste-guia-dos-sonhos/

Jazz com arquitetura eletrônica é o som desenhado pelo Niemeier, novo projeto de Anderson Noise, Hen
09/10/2016
Por Bia Pattoli

O icônico arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer foi uma verdadeira fonte de inspiração nacional. Teve seu nome ligado a linha de joias, tênis, livros etc. Até a chegada do Niemeier (sim, com no lugar do y original), nome de banda ainda era inédito. Trata-se do trio de jazz com flerte eletrônico arquitetado pelo DJ Anderson Noise em parceria com Henrique Portugal e Lelo Zanetti (tecladista e baixista do Skank, respectivamente).
Inspirados por uma época em que o Brasil era sinônimo de referência cultural, os três formaram o Niemeier para se apresentar na edição 2016 do festival de jazz e música experimental Savassi. Claro, a amizade de muito tempo e o desejo de sair da zona de conforto ajudaram no eixo que colocou os três para fazer um som que flerta com jazz, bossa nova, experimental e é cheio de referências da música brasileira. Batemos um papo com os integrantes sobre a nova empreitada e também para saber o que vem no futuro.

Music Non Stop – Vocês se conhecem há muito tempo, mas acabaram indo para vertentes distintas da música e possuem carreiras consolidadas. Como aconteceu a aproximação a fim de produzir juntos?

Anderson Noise – Quando o Bruno Golgher (curador do Savassi Festival) me chamou para assumir por mais uma vez o palco do Festival, os dois primeiros nomes que me vieram à cabeça foram dos meus amigos
Henrique (Portugal) e Lelo (Zanetti).

Henrique Portugal – Mas a vontade de fazer alguma coisa já estava no ambiente de conversas há algum tempo.

Lelo – Sim, a aproximação veio com a afinidade e amizade mesmo. E o estúdio, pra nós, significa muito para a realização de uma sonoridade específica, sempre temos essa função no Skank, que é buscar a “cara” do disco. Também no Niemeier, com o Anderson Noise, que trouxe toda a atmosfera eletrônica com uma personalidade direcionada ao que estávamos querendo em termos de composição e arranjo.
Trio Niemeier, um mix originalmente mineiro: Noise, Henrique Portugal e Lelo Zanetti

Music Non Stop – Vocês dizem que a banda traz referências de uma época em que valores estéticos, musicais e culturais brasileiros se espalharam pelo mundo. Contem um pouco sobre o nome da banda.

Noise – Eu sempre gostei da forma como as pessoas soletram e falam Niemeyer por todo o mundo. Mudar o “Y” pelo “I” foi uma idéia do Henrique que nós curtimos e está gerando muitas perguntas ao redor disto.

Henrique – Durante as décadas de 50 e 60, o Brasil era uma referência mundial para a cultura e seus vários aspectos como arte, música e arquitetura. Mas com um sotaque bem popular. Por isto colocamos a terminação Meier.

Lelo – Um nome que traz um conceito estético mundial junto com a sonoridade do trio favorece o reconhecimento da música que fazemos, algo parecido com o St. Germain em Paris. [nota da redação: St. Germain é o nome da área em Paris associada ao movimento Existencialista e também dá o nome do time de futebol, a banda e o café conhecido por suas compilações de música]

Music Non Stop –  O projeto tem boas doses de música experimental com um pé no jazz e na bossa nova. Lembra um pouco o projeto paralelo que os Beastie Boys tinham. Quais bandas ou artistas influenciam o Niemeier?

Noise – Por todo o período de produção antes do nosso no Savassi Festival eu ouvi tudo do Miles Davis, por agora estou ouvindo muito Nina Simone.

Henrique – A idéia é exatamente esta. Um projeto que tire cada um da sua zona de conforto, mas que não fuja de estilos que conhecemos. Poderia citar como referências Azymuth, Air, St. Germain, LTJ Bukem.

Lelo – Beastie Boys são verdadeiros inventores dessas misturas incríveis, poderia citar também Dave Brubeck no jazz, Jorge Ben Jor, Tom Jobim e Milton Nascimento.

Music Non Stop – A primeira apresentação de vocês aconteceu agora no Savassi, certo? Como foi a experiência de se apresentar para o público com um formato musical que não como DJ? Ou, para o Henrique e o Lelo, que não com o Skank?

Noise – Eu estava muito animado para este nosso primeiro show, trabalhamos bastante e fiquei muito feliz com o resultado. Foi muito bom mostrar nosso trabalho para um público que, na maioria, era composto de amigos. E o local do nosso palco me agradou muito.

Henrique – A novidade sempre traz um frio na barriga. O resultado final foi ótimo. De uma idéia despretensiosa acabou surgindo um projeto delicioso.

Lelo – Ecxelente! Público muito receptivo e atento ao som que estava tocando, independentemente de classificar o estilo do Niemeier, as pessoas foram escutar a música e se divertir.

Music Non Stop – Vocês têm projeto de lançar álbum, fazer mais shows? Qual a programação do Niemeier daqui pra frente?

Noise – Temos planos de lançar o álbum ainda este ano e estamos trabalhando para isto. Sobre fazer mais shows, acho que vão acontecer muitas apresentações depois que o álbum sair.

Lelo – Álbum com 11 músicas e algumas participações de cantores que são surpresa ainda, depois uma mixagem em Berlim para a sequência na sonoridade eletrônica. Shows serão sempre bem-vindos!

Henrique – Agora é botar o pé na estrada e criar novas canções.
 
Fonte - https://www.musicnonstop.com.br/o-niemeier-faz-um-jazz-com-arquitetura-eletronica/
Profissões da moda: saiba mais sobre o trabalho dos DJs de desfiles
17/11/2015
Muita gente pode achar que fazer a trilha sonora de um desfile requer as mesmas habilidades de tocar numa festa, afinal, o objetivo é animar o ambiente, ainda que, no caso da apresentação de uma coleção, por apenas 15 minutos, certo? Errado. Ser DJ de apresentações de coleções, seja em São Paulo, Nova York, Paris, Londres ou Milão, é um trabalho muito específico, que exige um outro tipo de técnica, pesquisa e conhecimento. Na primeira da série do FFW de textos sobre profissões da moda, vamos destrinchar o trabalho deste que é o responsável pela voz – seja ela instrumental, ou até um ruído, como de chuva, passos, chegando ao “barulho do silêncio total” pedido recentemente por Nicolas Ghesquière – de um desfile.

O francês Michel Gaubert é o exemplo mais emblemático desta carreira. Aos 55 anos, ele é o responsável por todas as trilhas da Chanel. “Confio no seu julgamento”, foi o elogio mais marcante que Gaubert diz já ter recebido, vindo de ninguém menos que o supercrítico Karl Lagerfeld, com quem trabalha há mais de 20 anos. O DJ é, na verdade, mais do que um DJ: sua função é a de um diretor musical, e não só da maison de Coco, mas de marcas como Fendi, Céline, Dior, Louis Vuitton e Michael Kors. Ele chega a sonorizar cerca de 25 desfiles por estação de prêt-à-porter em cada uma das quatro principais capitais fashion internacionais, sem contar alta-costura e desfiles especiais como os de Resort da Louis Vuitton na Califórnia ou o da Chanel na Coréia do Sul, ambos este ano. No desfile para o Verão 2011 da Chanel, dirigiu 80 músicos de uma orquestra. No show da Fendi na muralha da China, em 2007, repensou toda a trilha ao chegar ao lugar.

Gaubert ainda cria compilações musicais especiais para a Colette e tem 152 mil seguidores no Instagram, onde fala menos de música e mais do universo pop das celebridades, de maneira divertida e irônica.

Como virar um DJ de desfiles
Geralmente, um DJ de desfiles foi antes um DJ relevante em clubes, festas, na cena musical. No caso de Gaubert, ele começou a carreira em 1978, como comprador de discos de uma loja de vinis independente em Paris chamada Champs Disques, frequentada, entre outros aficionados por música, por Karl Lagerfeld. A paixão pelo tema e o conhecimento adquirido em viagens pela Bélgica, Estados Unidos e Londres para comprar discos o levaram ao início de sua carreira de DJ, quando virou residente da discoteca (era esse o nome na época) Le Palace, uma espécie de Studio 54 de Paris no fim dos anos 70, começo dos 80, frequentada por gente da moda como Thierry Mugler e Kenzo. Das pistas para as passarelas, foi um pulo, e o DJ passou então, nos anos 80, a criar trilhas para designers independentes, até que, nos 90, começou a assinar desfiles de grandes marcas.

Nem todo DJ de desfile, porém, precisa ter sido um DJ de festas e clubes antes. Max Blum, um dos principais nomes das pick-ups de salas de desfiles brasileiras, entrou em contato com a música não por meio de discos, mas de instrumentos musicais: aos 5 anos, estudou piano e violão. Começou sua carreira trabalhando com bandas, depois como estagiário em estúdios de trilha para propaganda até tornar-se produtor musical. Em 2004, fez sua primeira trilha sonora para um desfile, o da Cavalera, incentivado pelo amigo e stylist Daniel Ueda. “Fiz um mashup e a Paris Hilton desfilou. Lembro que o desfile aconteceu pouco antes desse gênero bombar, então acho que isso acabou me ajudando a trabalhar mais”, contou em uma entrevista. Hoje ele é o DJ que mais assina trilhas do SPFW, favorito de Alexandre Herchcovitch e com clientes como Animale, Lilly Sarti, Giuliana Romanno, entre outros.

Processo de criação
O tema da coleção é sempre uma referência essencial, mas não necessariamente o ponto de partida da trilha. O estilista marca uma reunião com o DJ para dar um resumo do que espera da música do desfile. Aí, o designer pode desde mostrar uma música que tem na cabeça, um moodboard de inspirações, a própria coleção, até “algo mais abstrato, como uma escultura”, lembra Frédéric Sanchez, que assina trilhas da Prada. “Checo até a altura do salto alto que será desfilado”, conta Gaubert. Essa conversa entre designer e DJ pode acontecer de meses até dois dias antes do desfile, dependendo da marca, diz Gaubert.

A partir daí, as ideias serão trabalhadas e mostradas para o estilista, que pode aprovar de primeira ou pedir adaptações. A trilha pode ser feita de várias composições ou ter uma única música, o que não diminui o trabalho do DJ, já que, como Max Blum ressalta, ela não está no ritmo e na ordem certa para virar uma sonorização do desfile, por isso precisa ser rearranjada, com mudanças de trechos de lugar, por exemplo. Depois, a trilha é testada na sala de desfiles, para ver se tudo funciona direito.

Ao contrário de uma apresentação de um DJ residente ou convidado de uma festa, onde a protagonista é a música, num desfile, todos os profissionais, nacionais e internacionais, deixam claro que a estrela é a coleção. “Você tem que fazer a trilha pensando sempre que a roupa é mais importante. Quando entrar o primeiro look, aquilo tem que ser muito maior do que qualquer coisa que estiver tocando”, lembra Max Blum. Frédéric Sanchez concorda. “Quero que, no final, as pessoas digam que o desfile foi incrível. Não gosto quando dizem que a música estava incrível. Isso para mim significa que não fiz meu trabalho direito. É primordial que tudo seja percebido como uma coisa só. Se a música foi importante demais no show, não é um bom sinal.”

Engana-se também quem acha que trilha boa é aquela com ritmo para as modelos andarem na passarela. “Você sempre ouve gente achando que uma música vai funcionar porque as modelos conseguem andar ao som dela. Mas quando alguém caminha na rua, não precisa de uma batida musical, certo? O que o público capta da música é o mais importante, não o ritmo ou a batida”, afirma Gaubert.

Pesquisa musical
“Ouço um monte de coisas, novas e antigas, e ouço o que não gosto também, porque é importante saber o que está acontecendo de maneira geral na música. No caso dos estilistas, às vezes eles não gostam de certos materiais ou cores, mas sabem que se os usam no momento certo, vai funcionar”, diz Gaubert, que tem uma coleção de cerca de 80 mil discos de vinil e mais 400 mil músicas em arquivo digital.

Max Blum e Zé Pedro – outro DJ brasileiro que assina muitos desfiles de moda importantes – também concordam que gosto pessoal não em nada a ver com criar uma boa sonorização de um desfile. “A trilha tem que passar uma mensagem”, acredita Zé Pedro. Como essa mensagem é a da coleção, e não a do estilo musical do DJ, o que importa também não é o que é mais novo, mas o que vai resumir o espírito da coleção, executado de maneira talentosa e surpreendente. Basta dizer que Sanchez já tocou Britney Spears na Prada e Gaubert, Jay-Z na Chanel. Isso, não quer dizer, no entanto, que eles se prendam a fórmulas pop ou a sucessos fáceis, muito pelo contrário: Gaubert vive apresentando artistas novos nos desfiles da Chanel e já fez até uma trilha superconceitual inspirada no “barulho do silêncio”, a pedido de Nicolas Ghesquière, para o último show da Louis Vuitton (“Trabalhei com um cara de Los Angeles, chamado Leopold Ross, e ficou superinteligente”). Mas não têm preconceitos.

Os estilistas e eles
A relação dos DJs com os estilistas é normalmente intensa e até pessoal. Karl Lagerfeld já disse que Michel Gaubert é quem sempre lhe apresenta os artistas mais bacanas do momento, que acabam invariavelmente entrando nas trilhas sonoras dos desfiles (quando tem a ver, claro). Foi o caso de Hercules and Love Affair, tocado no desfile para o Inverno 2008 da maison, no ano do lançamento do primeiro disco do grupo e de seu sucesso “Blind”. “Com o Karl, o processo de trabalho é orgânico. A gente troca ideias. No desfile do aeroporto, por exemplo (o mais recente, para o Verão 2016), não queríamos nenhum som de aeroporto. Nenhum daqueles anúncios, nada. Queríamos um aeroporto mais ‘friendly”, conta.


A música consegue te transportar da sala fria, daquele ambiente duro, para um outro lugar. É ela que, com a roupa, amarra tudo. Quando acaba o desfile e acaba a música, você volta para a Terra”, acredita Eduardo Pombal, diretor criativo da brasileira Tufi Duek. “Se as roupas são a carne do desfile, a música é a alma, que as torna vivas”, resume Prabal Gurung. 

http://ffw.com.br/noticias/moda/profissoes-da-moda-saiba-mais-sobre-o-trabalho-dos-djs-de-desfiles/
Remix x Produção Original
28/07/2015
DJs em início de carreira passam por muitas experiências diferentes antes de alcançar o auge. São vários os obstáculos durante o percurso que está por vir e por isso todas as dicas e informações podem ser muito úteis.

Um dos grandes dilemas para quem está apenas começando é quanto à produção de remixes ou músicas originais. Mas antes de definir qual o melhor tipo, você precisa conhecer as vantagens de cada um.

O remix (ou bootleg), mesmo que não seja uma produção autorizada, é uma versão alternativa de uma música existente. Normalmente, para obter resultados mais positivos, o DJ iniciante trabalha em cima de produções de artistas já consagrados, sendo uma forma de ganhar visibilidade no mercado.

Por outro lado, as produções originais, como o próprio nome diz, representam as músicas autorais do artista. Mesmo que ainda não seja um trabalho de destaque, esse tipo é muito importante para mostrar a identidade do DJ e a autenticidade de suas produções.

Assim, principalmente no início, você deve saber conciliar os dois tipos de trabalho até alcançar o sucesso desejado. Hardwell, Deadmau5, Zedd e Tiesto são alguns dos grandes artistas que trabalham muito bem com remixes e produções originais. E sabendo a hora certa de utilizar cada um, você pode ganhar o destaque ideal para mostrar a qualidade de suas produções. 

Fonte: Phouse
DJ HUM: 30 ANOS DE BAILE E PIONEIRISMO
26/03/2015
Ele é uma das lendas vivas do hip hop brasileiro. Pioneiro em quase tudo o que fez na cena da música rap nacional. Durante muitos anos, junto com seu parceiro de microfone, Thaide, DJ HUM foi referência para uma geração inteira de DJs, MCs, B-Boys, B-Girls, Graffiteiros e até mesmo para os respeitados Racionais MCs. No final dos anos 90, após o lançamento do álbum “Assim Caminha a Humanidade”, o DJ e o MC se separaram, mas DJ Hum continuou firme sua caminhada pelos ritmos da música brasileira, ampliando ainda mais o foco da sua arte. Abaixo você confere um bate-papo firmeza com a lenda dos toca-discos brasileira, onde ele conta um pouco de sua trajetória, suas ideias sobre a cultura hip hop, música e seus projetos atuais. Boa leitura! Bocada Forte: DJ Hum, muito tempo já passou desde que a cultura hip hop ganhou maior notoriedade no Brasil. No passado tínhamos de lidar com o preconceito extremo à música rap e até a repressão policial. Como você encara o momento atual do hip hop?   DJ Hum, Thaide, Geléia, Marcelinho e a Backspin Crew na Estação São Bento (1987) DJ Hum: Venho da geração dos “Bailes Blacks” festa de Preto era pra Preto e festa de Branco era pra Branco, raras exceções em que a festa tinha um publico misturado. Musicalmente falando: havia uma linha imaginaria que dividia os estilos e as classes sociais. Foi somente com a chegada da Cultura Hip Hop (através do Breakdance) que começou a miscigenação cultural e musical que conhecemos até hoje. As reuniões nas ruas eram reprimidas, mesmo que fosse pra ouvir um som, treinar ou discutir questões políticas com certeza haveria de sofrer uma conseqüência, então o nosso “templo” era o Baile! Era lá que nos divertíamos, mas também discutíamos e aprendíamos sobre a nossa historia e os problemas sociais. Afinal só havia quatro anos que estávamos começando a viver em uma “Democracia” era preciso que as classes dominantes acostumassem com a nova “Era”. Nossa missão foi desbravar esse caminho e inserir na sociedade uma nova maneira de se pensar e fazer música. Havia muito preconceito lidávamos diretamente com uma elite conservadora que ainda não aceitava a popularidade da musica negra, mas a expansão já estava sendo sendo feita, os responsáveis: Os Disc Jockeys (DJ). Hoje essa “nova” geração tem a tecnologia a disposição com várias ferramentas de auxilio, a mensagem chega mais rápido ao publico e assim os investidores que trabalham com marketing aceitam melhor o “Rap”. Antes nossa divulgação era feito através dos discos e shows nos bailes blacks com as Equipes de Som das periferias e também através da mídia escrita, principalmente os fanzines e os jornais.

Além de toda a história e o caminho desbravado, o Hip Hop ganhou espaço porque o controle das empresas de midia e marketing estratégico estão no comando da geração que cresceu nos anos 90 ouvindo a nossa música (a maioria dos profissionais tem em média de 30 a 45 anos). Eles estão abertos a novas propostas, idéias e aceitam as diferenças culturais e sociais. Na minha época não existia isso… Tinha que se virar pra fazer tudo. Estúdio era caro, prensar disco era caro, marketing, videoclipe… E por ai vai. E muitas vezes as coisas não saiam como o planejado. Era comum desistir da carreira artística. Resumindo: A caminhada ainda é longa mas comparando… Ficou mais fácil!
Além de toda a história e o caminho desbravado, o Hip Hop ganhou espaço porque o controle das empresas de midia e marketing estratégico estão no comando da geração que cresceu nos anos 90 ouvindo a nossa música (a maioria dos profissionais tem em média de 30 a 45 anos). Eles estão abertos a novas propostas, idéias e aceitam as diferenças culturais e sociais. Na minha época não existia isso… Tinha que se virar pra fazer tudo. Estúdio era caro, prensar disco era caro, marketing, videoclipe… E por ai vai. E muitas vezes as coisas não saiam como o planejado. Era comum desistir da carreira artística. Resumindo: A caminhada ainda é longa mas comparando… Ficou mais fácil! Bocada Forte: De uns tempos pra cá muitas pessoas começaram a se intitular DJs por aí. Muitas são contratadas para apresentações em casas noturnas e grandes eventos. A “cultura DJ” se popularizou, mas trouxe consigo aproveitadores. Qual sua opinião a respeito? DJ Hum: Natural que apareçam aproveitadores e oportunistas, mas quem é verdadeiro vai ficar. Ser DJ é uma questão de estilo de vida, pesquisa, respeito a arte de discotecar. É preciso saber sobre o novo, o atual, mas também e preciso aceitar as origens, de onde veio tudo isso. Quando era adolescente e falava que seria DJ, as pessoas se assustavam. Fiz parte da geração pioneira, comecei a fazer os scratchs somente ouvindo os discos, não tinha aparelho de som, meus discos ficavam na casa do meu amigo Silvinho (em Ferraz de Vasconcelos). Era lá que eu treinava e foi assim que comecei a desenvolver minha primeiras técnicas de mixagem. Nos anos 80, treinei para o primeiro campeonato que participei (o DMC) com o equipamento da Equipe Kaskatas (Wagnão e Carlinhos), depois ia tocar como free lancer pra Zimbabwe (Willian e Serafin), se apresentando nas festas do interior de São Paulo.Os shows do Thaide e DJ Hum, em 1989, eu pegava os toca-discos com o Cadico (Toco, Cabral) e ainda trampava de oficce boy. Olha só como era a correria! Hoje os novos DJs tem informação, equipamentos de ultima geração e acesso a todas as ferramentas que facilitam a técnica e desenvolvimento, mas é preciso treinar e estudar. Vai depender deles aprender sobre a história, sobre a cultura e gênero musical no qual se identificam, e é lógico: ter uma boa coleção de discos! Bocada Forte: Quais foram suas inspirações no começo de carreira, DJ? DJ Hum: Sou inspirado pelos DJs americanos e suas técnicas que inovaram a cena:
Cash money, Grandmaster Flash, Joe Cooley (este era foda! Executava e combinava rapidamente as manobras de stab – backscribble – chirp isto em 1988), Magic Mike, Q-Bert e DJ Jazzy Jeff.
Cash money, Grandmaster Flash, Joe Cooley (este era foda! Executava e combinava rapidamente as manobras de stab – backscribble – chirp isto em 1988), Magic Mike, Q-Bert e DJ Jazzy Jeff. No Brasil pela iniciativa e o início da era das mixagens: Gregão, Silvio Muller, Iray Campos, DJ Cuca e a Equipe Chic Show (era o meu programa de rádio predileto). No Hip Hop, meus amigos que desbravaram junto comigo as primeiras técnicas da arte do scratch: DJ KL Jay e DJ Ninja. Bocada Forte: Conte para os nossos leitores sobre suas atividades atuais e os projetos para o futuro. DJ Hum: Junto com a Luciana Suman temos o selo Humbatuque Records, divido o tempo com o programa que apresento naRádio 105FM (Festa do DJ Hum, no ar desde 1999) Produzo músicas pra vários artistas, nos mais variados segmentos musicais. Também faço remixes para gravadoras e selos independentes, trilhas para filmes curta ou longa metragens, jingles e também sou consultor musical. Além das apresentações e shows, faço workshops, oficinas e palestras sobre a cultura Hip Hop e também nos assuntos relacionados a área e gestão editorial. Me especializei no assunto pois ao longo do tempo percebi a dificuldade, a falta de informação e compreensão que a maioria dos artistas de Rap/Hip Hop tem sobre estes temas: Direitos autorais, musica e mídia digital, royalties, produção musical, composição e criação musical em parceria, inclusão e gestão de conteúdo digital, novas plataformas, e por aí vai. Geralmente estas workshpos são realizadas com apoio das Secretarias de Cultura, SESC, Ongs. Não dá pra ser feito “particular” preciso de estrutura. O Porque disso? A galera faz muita “burrada” preferem ouvir quem esta de fora ( geralmente com um boa grana e proposta fantasiosa) do que quem esta dentro (Hip Hop) e tem experiência… Ainda tem muito egoísmo na cena do Rap… E depois não tem como rever as ações e atitudes. É sentar e chorar. Entendeu? O mais louco que percebi é que os maiores prejudicados nestes assuntos relacionadas as obras musicas, leis de incentivo e legislação sempre foram “Os artistas de Rap”. Também montei uma Banda onde uso o toca-discos como instrumento musical, chama-se: DJ Hum e o Expresso do Groove, o CD e vinil saem em abril de 2015. É um disco que produzi e que se inspira na Cultura de Baile. Tem Rap, Soul, Samba Rock, New Bossa, Boogie, Funky Breaks, etc. Produzi e compus todas as faixas (algumas em parceiras). Devo o sucesso da minha carreira aos grandes Bailes Blacks. Foi de lá que saí pra conquistar meu espaço, por isso sempre toco nas festas de “Nostalgia”. Faz parte da nossa cultura, da nossa batalha. Se vencemos e hoje o Rap está popular é porque lá atrás os Bailes deram a cara a tapa e foram os primeiros contratantes dos shows de Rap. Alguns artistas deveriam se lembrar disso! No Momento
Quero contar muita coisa… E preciso registrar isso. Tenho um vasto material guardado, enfim… Enquanto a verba pública não chega, talvez faça a uma campanha tipo crowdfunding para financiar este projeto através de doações coletivas.
Quero contar muita coisa… E preciso registrar isso. Tenho um vasto material guardado, enfim… Enquanto a verba pública não chega, talvez faça a uma campanha tipo crowdfunding para financiar este projeto através de doações coletivas. Considerações finais
Dedico esta matéria a todos os guerreiros que trilharam junto este caminho e que por algum motivo tiverem que fazer escolhas difíceis e mudar a caminhada. Mas quero deixar registrado que não foi em vão, fizemos um belo e bonito trabalho, demos o nosso melhor. Vocês nos ajudaram a trilhar e pavimentar esta estrada.
Dedico esta matéria a todos os guerreiros que trilharam junto este caminho e que por algum motivo tiverem que fazer escolhas difíceis e mudar a caminhada. Mas quero deixar registrado que não foi em vão, fizemos um belo e bonito trabalho, demos o nosso melhor. Vocês nos ajudaram a trilhar e pavimentar esta estrada. Obrigado a todos que fortaleceram e fizeram parte do inicio da Cultura Hip Hop no Brasil! E agradeço aos novos, que com sabedoria estão chegando junto pra dar a continuidade da autentica Cultura Hip Hop DJs! Abraços, DJ Hum.

Fonte http://www.bocadaforte.com.br/
Tudo o que você deve perguntar ao DJ do seu casamento
23/02/2015
Se você está pensando em contratar um DJ para a festa de casamento, preparamos algumas perguntas para que você tire todas as dúvidas antes de fechar contrato.

Todas as decisões da contratação para o seu casamento são muito importantes e a do dj que animará a festa também. Será o responsável em manter o ambiente da festa durante toda a noite, deve saber identificar os momentos mais de farra e os que necessitam uma música romântica. Preste atenção a essas perguntas para poder tomar a melhor decisão. 

  • Oferece contrato escrito? Alguns djs trabalham de maneira informal, estabelecendo um contrato de forma verbal. Tenha cuidado na hora de fechar um contrato verbal porque o responsável pode não cumprir. 

  • O que inclui o preço? Cada dj tem seus próprios preços que podem variar bastante, mas é muito importante que pergunte exatamente o que inclui no valor. E se a festa está super boa e você deseja que ele fique um pouco mais, qual é o valor? 

  • Ele é a pessoa que estará no dia do casamento? Algumas vezes a pessoa que assina o contrato não é a mesma que vem tocar no dia do casamento, por isso é importante fazer essa pregunta. E se a pessoa com a qual você falar não é a responsável, então peça o telefone ou que entre em contato com você para saber quem estará presente no grande dia. 

  • Qual é a sua experiência? A experiência sem dúvida é um ponto a favor em um casamento, assim que não deixe de perguntar. 
  • Faz mais de um casamento por dia? Se a resposta é sim, leve em consideração que o dj pode estar cansado quando chegue a hora da festa, assim que é um fator para avaliar. 

  • Já trabalhou no lugar onde será celebrado o casamento? No caso da resposta ser não, faça uma visita com ele ao local para avaliar tudo o que for necessário: acústica, eletricidade, salas, tomadas, etc. Assim você economiza imprevistos no grande dia.
     
  • Como anima os convidados? Existem muitas formas de animar aos convidados e cada dj tem o seu próprio estilo, estão os que são so donos do microfone para anunciar as músicas ou dizer algo engraçado, enquanto outros quase não falam durante a festa. Escolha o perfil que mais gostar. 
  • O que acontece se por um motivo de força maior não pode participar do casamento? Sempre é necessário um plano B e se é um bom profissional, dará opções para você. 

  • Até que ponto podemos selecionar a playlist? Um ponto importante já que muito dj´s preferem selecionar a maior parte das suas músicas, enquanto outros permitem que os noivos escolham as canções. Tudo depende da sua forma de trabalho. 

  • Aceita pedidos de músicas de convidados? A maioria de dj´s estão de acordo em aceitar pedidos de músicas, mas não é demais perguntar. O dj deve ter boa energia com os convidados e colocar alguma canção que eles desejem relembrar. 
  • Com que tipo de roupa irá ao casamento? Se quer um traje de acordo com o evento esse é o momento de especificar. Por exemplo, que sua roupa forme parte do dress code escolhido pelos noivos. 

  • O que necessita para trabalhar? O mais normal é que ele expresse suas necessidades e entre em acordo com o fornecedor do lugar, entre eles será melhor. Garanta a possibilidade de oferecer tudo o que facilitar o trabalho dele para garantir o sucesso da sua festa.

Fonte: http://www.casamentos.com.br/ 
A cobrança de direitos autorais em festas familiares
11/03/2009
Fonte: Elisandra Moura - Advogada Staff Eventos

por Andreia Fátima Bartolo de Carvalho Tozetto

Recentemente, foi noticiada a concessão de liminar, em Sorocaba, liberando um casal do recolhimento da taxa de direitos autorais ao Ecad — Escritório Central de Arrecadação e Distribuição. Referida liminar foi deferida sob o argumento de que a cobrança é indevida uma vez que a festa de casamento não possui intuito econômico ou finalidade lucrativa.
Em que pese o fundamento da decisão do magistrado, para a melhor avaliação da aplicabilidade da cobrança de direitos autorais em casos desse tipo, há que se apreciar o que a legislação pertinente prevê em relação à execução pública em locais de freqüência coletiva.
A Lei de Direitos Autorais — Lei 9.610/98 estabelece em seu artigo 68, parágrafos 2º e 3º, transcrito abaixo, que toda execução pública em locais de freqüência coletiva deverá ser precedida de autorização expressa dos respectivos titulares de direitos autorais:
"Art. 68 Sem prévia e expressa autorização do autor ou titular, não poderão ser utilizadas obras teatrais, composições musicais ou lítero-musicais e fonogramas, em representações e execuções públicas.
§1º Considera-se representação pública a utilização de obras teatrais no gênero drama, tragédia, comédia, ópera, opereta, balé, pantominas e assemelhadas, musicadas ou não, mediante a participação de artistas, remunerados ou não, em locais de freqüência coletiva ou pela radiodifusão, transmissão e exibição cinematográfica.
§ 2º Considera-se execução pública a utilização de composições musicais ou lítero-musicais, mediante a participação de artistas, remunerados ou não, ou a utilização de fonogramas e obras audiovisuais, em locais de freqüência coletiva, por quaisquer processos, inclusive a radiodifusão ou transmissão por qualquer modalidade, e a exibição cinematográfica.
§3º Consideram-se locais de freqüência coletiva os teatros, cinemas, salões de baile ou concertos, boates, bares, clubes ou associações de qualquer natureza, lojas, estabelecimentos comerciais e industriais, estádios, circos, feiras, restaurantes, hotéis, motéis, clínicas, hospitais, órgãos públicos da administração direta ou indireta, fundacionais e estatais, meios de transporte de passageiros terrestre, marítimo, fluvial ou aéreo, ou onde quer que se representem, executem ou transmitam obras literárias, artísticas ou “científicas”.
Nos termos da legislação em vigor, corroborados pela doutrina, a execução pública de uma obra, independentemente de ser gratuita e/ou eventual, dependerá da anuência prévia e por escrito do respectivo detentor dos direitos autorais.
Considerando que os titulares de direitos autorais não têm como exercer uma fiscalização eficaz de todas as execuções públicas de suas obras, cumpre ao Ecad – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição exercer esse papel em nome desses detentores de direitos autorais, promovendo a arrecadação da remuneração cabível e distribuindo-a, posteriormente, aos mencionados detentores desses direitos.
Acontece que se considera uma execução pública quando a mesma ocorre em um local de freqüência coletiva, ou seja, um lugar de acesso comum, gratuito ou oneroso, a qualquer indivíduo. Em contraposição à execução em um ambiente familiar e/ou privado, a execução em um local de freqüência coletiva possibilita a participação de pessoas indetermináveis e, às vezes, de um número indefinido.
Podemos exemplificar como execução pública em locais de freqüência coletiva, shows ou reprodução de fonogramas em bailes de carnaval, festas juninas ou parques públicos. Em todos estes casos, os locais são de acesso permitido a qualquer pessoa e ainda que o acesso ao local seja gratuito, haverá um lucro indireto para o responsável pela execução.
Acerca do assunto, esclarece Walter Moraes:
“É pública a execução, diz Ernst Müller”, quando o círculo de ouvintes não é determinado individualmente”; são públicas, prossegue, antes de tudo, as execuções em praças públicas, em locais de diversão aos quais qualquer um pode ter acesso. A idéia é válida como princípio de definição; a segunda parte é explicativa e exemplificativa, mas assim mesmo merece a crítica já feita sobre a insuficiência do critério local; a primeira parte é conceitualmente correta porque é a indeterminação numérica e pessoal da assistência que caracteriza a publicidade do desempenho; mas comporta crítica na referência restrita aos “ouvintes”, uma vez que execução não é só aquela para ser ouvida, e no aspecto negativo do conceito. Cuidando, pois, de superar o defeito conceitual de Müller, dizemos simplesmente que pública é a execução acessível a qualquer pessoa.”
(Walter Moraes, Posição Sistemática do Direito dos Artistas Intérpretes e Executantes, Empresa Gráfica da Revista dos Tribunais S/A, 1973, página 91, apud Ernst Müller, Das Deutsche Urheber und Verlagsrecht, § 27, pág. 99)
Ora, às festas de casamento ou de batizado ou de aniversário, vão apenas aqueles que são convidados e que alguma relação, seja familiar, profissional ou de amizade, têm com aquele que convida.
Esses tipos de festas não são abertos para o público em geral. Uma pessoa ou uma família ao celebrar uma festa de casamento, batizado, aniversário quer ter próximas pessoas queridas para comemorar esses eventos significativos.
Salvo exceções, numa festa de casamento, os noivos conhecem todos os seus convidados. Por princípio, somente dela participarão aqueles indivíduos selecionados pelos noivos e suas famílias e aqueles que porventura não constarem da lista de convidados poderão inclusive ser convidados a se retirar da respectiva festa.
Tendo em vista que nem sempre há uma estrutura física e organizacional em suas residências, as pessoas costumam contratar buffets, alugar salões, clubes para realizar essas comemorações. Tal fato não autoriza entendermos que eventual execução de obra musical nos locais contratados caracterizará execução pública, isto porque esses locais funcionam como extensão das residências dessas pessoas.
Ressalte-se que a despeito dessas festas reunirem um conjunto de convidados, uma coletividade, um “público”, não há como considerarmos esses locais, nessas circunstâncias, como locais de freqüência coletiva. Nessas situações, são locais de acesso privado.
Consoante determina o artigo 46, inciso VI da Lei de Direitos Autorais, à execução de obras musicais nessas celebrações não se aplica a cobrança de direitos autorais, pois trata-se de execução privada na extensão do recesso familiar daquele círculo limitado e identificável de pessoas, senão vejamos:
“Art. 46•Não constitui ofensa aos direitos autorais”:
VI – a representação teatral e a execução musical, quando realizadas no recesso familiar ou, para fins exclusivamente didáticos, nos estabelecimentos de ensino, não havendo em qualquer caso intuito de lucro”;
Assim, retomando a decisão de Sorocaba, não é somente porque a festa de casamento não tem qualquer intuito econômico ou finalidade de lucro que não é devida a cobrança de direitos autorais, mas especialmente porque festas como essa são celebrações realizadas em locais que exercem provisoriamente o papel do recesso familiar e a lei expressamente excepciona a cobrança de direitos autorais nessas hipóteses.
Indiscutivelmente, cumpre ao Ecad fiscalizar e arrecadar os direitos autorais devidos; contudo, deve fazê-lo nos exatos limites da legislação cabível em vigor.
Sobre o autor
Andreia Fátima Bartolo de Carvalho Tozetto: é advogada da Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados Advogados
Festa de descasamento pega amigos e empresários de surpresa
24/11/2008
Fonte: www.globo.com

A advogada Samantha Andreotti lançou tendência há três anos.

Empresa de bem-casados recebeu encomenda de bem-separados. 

A empresária Mara Borges trabalha com doces bem-casados em São Paulo e preparativos de casamento fazem parte do seu dia-a-dia. No entanto, ela foi pega de surpresa quando foi procurada por uma cliente antiga e recebeu uma encomenda de 300 bem-casados para uma festa de separação. "Fiquei surpresa. A gente tinha feito os docinhos para o casamento deles. Foi uma coisa inusitada, mas ela avisou que era amigável", relembra a empresária da doceria Emília Bem-casados. 
A encomenda foi feita há quatro anos. "Eles resolveram que, da mesma forma que reuniram os amigos e a família para anunciar união, resolveram juntar todo mundo de novo para contarem que iriam se separar". 
Apesar de Mara causar espanto até hoje quando conta o episódio, festa em comemoração a divórcio, ou despedida de casamento, não é novidade para a advogada Samantha Andreotti, de 32 anos. Em 2005, ela e o "futuro-ex-marido" mandaram convites para 80 pessoas chamando-as para a sua "festa de separação". Os dois estavam juntos havia quatro anos e tinham o mesmo grupo de amigos. 
"As nossas famílias não entenderam na hora. Depois aceitaram a festa, mas disseram que não iriam participar", relembra. Muitos amigos também acharam um absurdo o evento social", conta Samantha. E somente 30 pessoas toparam beber e comer às custas da separação do casal. "Eles diziam que não iriam brindar o fracasso da relação. Eu falava que a gente devia comemorar o privilégio de ter uma separação sem traumas". 
Samantha acredita que o divórcio terminou em festa porque os dois eram muito amigos e porque não houve traição nem uma terceira pessoa no relacionamento. O ex-casal dividiu as despesas e até ouviu piada dos amigos. "A gente tinha vendido o apartamento e a reunião foi, inclusive, uma despedida da casa. Quando a festa começou a ficar animada, nossos amigos começaram a perguntar pelos presentes que eles tinham dado e a pedir de volta", relembra, aos risos. 
Hoje, Samantha é amiga do ex-marido, se dá bem com a noiva dele, já se casou e se separou, e continua sendo a pioneira entre as que se tem notícia de fazer festa de descasamento junto com o "futuro-ex-marido". A banqueteira Vivi Barros até conhece uma história de festa de separação, mas era um fim de relacionamento em que só um lado comemorava. 
"Foi uma mulher que morava nos Jardins. Ela tinha acabado de se separar litigiosamente e, quando saiu o divórcio, ela resolveu dar uma festa", relembra Vivi. A encomenda foi um banquete para 80 pessoas em que o cardápio incluía tudo que o "defunto" não gostava nem deixava ela fazer. 
"A comida tinha bacalhau e marzipã, que ele não gostava. Ela me contou que cortou o cabelo e pintou a unha de vermelho para a festa, justamente porque ele não deixava ela fazer", conta Vivi, sem revelar nomes. 

Brindes e decoração 

Na internet circulam fotos divertidas de bonequinhos de bolo de descasamento. Em uma delas, a noiva carrega a cabeça decepada do noivo nas mãos. O hábito de festejar o fim de um casamento é modinha nos Estados Unidos e começa a criar demanda por aqui. 
Lá, existem empresas especializadas nesse tipo de festa, que inclui até show de striper para a mais nova solteira do pedaço. Em São Paulo, a empresária Sheila Moura, que trabalha com balões personalizados, criou um modelo com a inscrição em inglês "Single again", que pode ser traduzida como "Solteira novamente". 
Sheila acredita que a demanda por esse tipo de cliente ainda vai crescer. "É que nem festa de debutante em que, simbolicamente, a garota vai ser apresentada à sociedade. Na festa de descasamento, o novo solteiro reúne os amigos para espalhar que está solteiro novamente", acredita. Além dos balões, a empresária criou brindes como broches e chaveiros.
Segredos
14/02/2008
Fonte: Revista Espaço D Festas

Segredos

por Vera Simão

Fechar um orçamento justo é uma arte. E adequar ao bolso do cliente, eu diria, é um desafio. Mas quem quer trabalhar sério na área de eventos, precisa saber equacionar o sonho da festa ao orçamento do cliente. Isso é possível? 

Claro que sim! Em minha experiência de 25 anos, aprendi que a elegância e o bom gosto não estão ligados diretamente ao alto custo, mas sim à alta criatividade e a um detalhado trabalho de pesquisa. 
Em setembro, por exemplo, de inicio a produção de um réveillon temático – uma festa árabe – na qual o ponto alto está focado em dois momentos: decoração e comida típica e boa. Isso significa é nessas duas áreas que vou procurar investir mais. Tendo esse foco, busquei na criatividade a saída para elaborar um evento elegante e surpreendente sem extrapolar o orçamento. 

Hoje está muito mais fácil buscar novos fornecedores. Basta uma consulta bem feita no mercado ou na internet para ter nas mãos uma bela lista de fornecedores nacionais e até internacionais. Com essa lista pronta. É hora de fazer a pesquisa por telefone. Eu ainda acredito que uma boa conversa é o primeiro passo para a pré-seleção dos fornecedores. Com a lista dos "finalistas" visito pessoalmente cada fornecedor, verifico in loco móveis, arranjos, provo dos quitutes. Também faço questão de conhecer o estabelecimento e a infra-estrutura da empresa. Se tudo for desorganizado ou informal, eu passo. 

Um evento é único, não dá para refazer. É claro que tenho uma carteira de fornecedores nota 10, aqueles cuja qualidade é comprovada. Eles são mais que prestadores de serviços, conseguem adequar valores e abusar também da criatividade para prestar o melhor atendimento ao nosso cliente. 

Fornecedores e parceiros escolhidos, é hora de fechar o orçamento. E mais uma vez a organização só vem ajudar. Monto uma planilha personalizada, na qual o cliente consegue visualizar, de maneira integral, o valor de cada serviço. Às vezes me perguntam: o que é mais caro num evento? Minha resposta é: depende. 

Cada evento tem um ponto alto, um foco principal. É nesse foco que vou dispensar mais criatividade e reservar um budget maior. Também de incluir no orçamento os serviços de bastidores: motoboys, recepcionistas, pessoal de limpeza, acessórios de banheiro, suporte, enfim. São detalhes que passam desapercebidos, mas que, como todos os outros, são importantes para que a comemoração seja um sucesso. 

Enfim, orçamento é o primeiro a ser questionado e o último a ser concluído, é a espinha dorsal de qualquer evento. E ser um craque nessa tarefa, faz toda a diferença.
10 DICAS para ter um som de arrasar em sua festa.
14/02/2008
Fonte: Revista Espaço D Festas

10 DICAS para ter um som de arrasar em sua festa.

1. Assim como o estilo e o tema da festa, o tipo do som deve estar de acordo com a sua personalidade e dos convidados.

2. Tenha em mente o que não gosta de ouvir. Isso é fundamental para não estragar seu dia. 

3. Anote todas as músicas que gosta – mesmo que seja num guardanapo! – para que elas façam parte da trilha sonora. 

4. Faça uma enquete sobre gosto musical com amigos, madrinhas e padrinhos. 

5. Escute seus pais, filtre, e não se esqueça que eles também fazem parte da festa. 

6. Leve em consideração o gosto dos convidados. Afinal, a festa depende deles para ser um sucesso! 

7. Não existe música brega: existe o que você curte e o que você não curte. 

8. Pesquise o profissional e seu histórico antes da contratação. Se possível, conheça o trabalho dele de perto. Busque informações e indicações de amigos. 

9. Prefira aquele que, além de boas referências, tenha um amplo conhecimento musical. 

10. Não tenha vergonha de ser "chata" e pedir explicações sobre o contrato, caso não entenda a linguagem das empresas de som/Dj. Você deve estar ciente sobre o que está contratando. 
George Freire
19/11/2007
Fonte: Revista Kaza Festas. - Ano 2 - Nº 5

George Freire

Ele é tão versátil e criativo quanto as trilhas sonoras que desenvolve para os clientes. Músico e cenógrafo, George freire atua também como produtor musical e diretor artístico de grandes festas e eventos corporativos. Tocou em bandas de baile criou a orquestra Heartbreakers, dirigiu musicais, foi ator e gosta de afirmar que hoje faz o que sempre na vida: promover o entretenimento e a diversão. Ele fala da importância da música e revela alguns segredos para o seu bom desempenho em festas e cerimônias religiosas.

A música é a alma da festa? 
Sou músico, mas também cenógrafo e posso falar com isenção. Se a música estiver errada pode acabar com qualquer festa, com qualquer decora;cão. E vice-versa. A música dá espírito ao evento e muitas vezes só ela é capaz de conduzir aos climas que se pretende. A música pode transformar a festa em dança, balada, em algo mais solene, mais familiar. Muito da alma da festa está na música. 

E como se capta essa alma junto ao cliente? 
A primeira pergunta que faço é o que o cliente não quer. O que ele realmente quer vai aparecendo aos poucos, nas reuniões, em conversas. Faço perguntas, ofereço sugestões e, dependendo das respostas e da aceitação, vou percebendo o universo musical do cliente: se conhece orquestras, músicos, instrumentos, o que me permite propor surpresas, coisas inesperadas. 

O que seria uma surpresa em termos de música para festa? 
Bom, surpreender o dono da festa é um risco (risos), mas surpreender os convidados em parceria com ele é sempre especial. De repente, você abre uma cortina e tem uma orquestra maravilhosa, um grupo ou um músico. Quando se sabe usar, o elemento surpresa é sempre um sucesso. Nesse ponto, o Brasil tem hoje uma das melhores festas do mundo, pela diversidade e criatividade. 

O Elemento surpresa é sempre um trunfo? 
Depende do grupo, às vezes não posso e não devo surpreende, pois as pessoas esperam receitas consagradas, querem aquilo e pronto. Por isso, é um recurso delicado, temos que surpreender a quem quer ser surpreendido. E isso a gente tem que sentir, entra ai também a experiência. 

Vamos começar pela igreja e locais sagrados. Quais os cuidados que se deve ter ao definir a música para um ritual religioso? 
Não se pode inventar muito. Adoro a marcha nupcial, trompetes, clarins. Não sou contra a tradição, seja para o culto que for, pois estamos falando mesmo de ritos consagrados. Eu parto da própria cerimônia e procuro dar ao, digamos, óbvio um contexto especial. E oriento sobre excessos, pois o menos é sempre mais. Tem momentos que a música deve estar à frente, em outros não. Há aqueles em que nem deve se ter música, para não tirar o foco de algo mais importante. 

Quais são os momento adequados? 
Na hora da aliança, dos cumprimentos e em todas as entradas. A do noivo, dos padrinhos, o cortejo das damas de honra. E, claro, a entrada da noiva, que pode ser alegre, mais introvertida, solene, romântica, a música vai dar o tom. E tem o cuidado com o volume, por isso é importante trabalhar com profissionais que conhecem essa dinâmica e que ensaiem bem. Seja orquestra, quarteto de corda ou cantores líricos. 

E em quais momentos a música atrapalha? 
Quando ela se sobrepõe a algo que ela não deve se sobrepor. Quando alguém está falando eu não coloco música cantada, são duas palavras brigando entre si. Na hora que o padre ou outro celebrante estiver falando, deve haver apenas o canto, baixinho: na hora da comunhão, solta-se a voz para preencher a igreja e assim por diante. 

Mas o que não pode faltar? 
Emoção, muita emoção. É o principal e tem que envolver tudo. Como sou sempre a favor do show, podemos seguir a tradição dos ritos, mas com muita criatividade. E não esquecer que a cerimônia é dos noivos. Então sempre pergunto se o casal tem uma música dele, aí adapto ao contexto da igreja e encaixo num momento adequado da cerimônia. 

Agora para as festas, como deve ser a dinâmica das músicas? 
Na chegada, a música tem que ser delicada, pois as pessoas querem conversar, se ver, cumprimentar. É o som do coquetel de recepção. Mas você pode oferecer um presente aos convidados, a tal surpresa. Uma orquestra, por exemplo, também muito suave, pois o ritmo tem de ser este: começa suave e acaba na balada. 

Como que acontece essa evolução? 
Ele vai crescendo durante o evento. Pode ser bossa nova, música erudita em quarteto de cordas, sonata de pianos e flautas, pode ser um jazz ou MPB. Depende do gosto, mas tem que ficar de fundo, quase imperceptível para depois crescer. O ideal é ter 2 palcos, acendendo um para o jantar e outro para a hora da pista. 

E como deve ser a música durante o jantar? 
Suave, mas envolvente. E no final, é importante já surgir alguma coisa para segurar as pessoas. Entrar uma pequena orquestra tocando jazz, ou então no ultimo prato quente, entrar uma cantora maravilhosa, enquanto se serve a sobremesa. Aí a hora de abrir a pista de dança com uma banda bem legal ou DJ, e música dos anos 70 e 80, que todo mundo gosta.

Os hits são mesmo os anos 70 e 80? 
Anos 70 são clássicos da pista de dança, não tem erro! A era disco é muito rica musicalmente falando. Se a festa é para jovens, devemos agradar a eles; se é para mais velhos, aos mais velhos. Mas casamento é uma festa para todas as idades, tem-se que agradar a todos, não se pode pensar só nos amigos dos noivos nem pensar nas famílias. Então, você opta por coisas que deram e ainda deram certo. 

Como se administra esses dois públicos numa mesma festa? 
Tem um momento de intersecção entre eles, que é das 23 às 02h, quando os mais jovens chegam para a balada e os mais velhos vão se despedindo da festa. Há uma rotatividade muito grande de pessoas. Então, eu faço essa regência doas ânimos, digamos , que é de fato uma direção musical. 

Quando é preciso animar ou esfriar esses ânimos? 
Isso tem que ser planejado antes. Pode-se mexer com uma variante da orquestra, chamar um artista de renome para cantar. Mas o melhor recurso ainda é o DJ, pois ele tem todos os tipos de musicas. Eu sempre recomendo que tenha um DJ, especialmente os mais versáteis, que tocam todos os estilos, e que ele vá do começo ao fim da festa.

O que significa um desempenho versátil do DJ? 
Que ele ponha na pista de tudo, até forró se for o caso. Parto sempre do cliente, traduzo o que ele deseja na direção artística dos músicos, cantores, do DJ e da trilha sonora. Mas quando se trata de DJ de estilo próprio, ou de um artista com repertorio, não adianta querer adaptá-lo à expectativa do dono da festa. Eles não vão sair de suas linhas artísticas, daí a importância de definir bem o que se quer para chegar às melhores opções. 

Diante disso, qual seria o pacote ideal para contratar? 
Para mim, tem que ter DJ. Principalmente, se o cliente quer música non stop, o que exige sempre dois grupos para que os músicos se revezem. Se contratar só um cantor, cansa, pois, por mais talento, a figura dele está sempre ali. A opção mais usual é um DJ e uma banda. Mas pode ser uma orquestra e um piano, ou um cantor e um DJ, duas orquestras. Ah, e um equipamento de som legal. Nada de economia aqui, salões são grandes e exigem projeção sonora eficiente. 

Costuma indicar seus profissionais? 
Gosto de trabalhar com músicos que conheço e confio, pois sei exatamente como vai sair. E nem sempre um bom músico indicado, um amigo ou mesmo um familiar, se sai bem num contexto de igreja ou festa. É preciso saber quem estará lá para não correr riscos desnecessários. 

É importante adequar a cenografia à necessidade da música? 
Ah, claro! Não adiante o músico tocar super bem sem uma boa iluminação, o foco certo. E , tem também, a questão logística mesmo. Às vezes, o decorador não quer fios, caixas de som ou espera que 10, 15 músicos ocupem um pequeno palco. Fica difícil. Agora, já fiz festa com banda famosa que me pediu metade da área do palco. Também não pode, tenho que ver os dois lados. 

Como cliente, o que devo exigir em relação a musica da festa? 
Cumprimento rigoroso do que foi acertado. E, em contrapartida, respeitar também o que foi tratado com os músicos, sem esperar que eles fiquem no palco a noite inteira. Se forem três entradas de quarenta e cinco minutos, será isso. Acredito que o músico deva ter boa apresentação, boa educação e postura na festa. E quem contrata deve entender que músicos estudaram e estudam muito, que merecem consideração profissional e respeito por sua arte. 
Buffet Balaio
02/07/2007

Buffet Balaio, 29 anos de história

Um sonho que tornou realidade. Uma jovem sonhadora que adorava atender as pessoas em suas festas particulares resolveu arregaçar as mangas e ter seu próprio Buffet, e assim foi aluguei um espaço, desse espaço pequeno hoje temos um prédio na cidade de Sorocaba onde realizamos os eventos no salão Diamante.

Como vocês se tornaram uma dos Buffet mais cobiçadas da atualidade?
Zaira Dias: Com muito trabalho, honestidade, e muita qualidade em nossos produtos, e ter pessoas competentes e qualificadas em nossa empresa. 

Vocês têm idéia de quantos felizardos clientes tiveram a honra de ter vocês como realizadores de seus sonhos? 
Zaira Dias: Não temos idéia, mas foram milhares de clientes. 

Como foi o começo de tudo, de onde veio a idéia de montar um Buffet, quem são os proprietários ?
Zaira Dias: Foi um sonho que se tornou realidade. Tudo começou com minha avó Assumpta Pelegrini que fazia doces caseiros e dava pensão na cidade de Sorocaba, depois com minha mãe Lair Pelegrini que fazia salgados e doces por encomenda e inaugurou a primeira lanchonete na cidade e depois eu que desejei e fundei o Buffet Balaio. Os proprietários são Zaira Dias, Neto Chaves e Marinez Pelegrini.

Como é o processo criativo? Você segue algum método, algum principio na hora de compor seus pratos? 
Zaira Dias: Sim primeiro precisamos conversar com nossos clientes, para sabermos o que ele deseja de seu evento, e a partir daí elaboramos o cardápio. 

Você teria alguma dica para quem quer fazer uma festa com pratos bonitos e elegantes sem gastar muito?
Zaira Dias: Faça com amor seu evento e tudo vai sair elegante e bonito. 

Que tipo de cardápio esta mais em voga? Existe alguma tendência que vocês sigam? 
Zaira Dias: Sempre temos tendências em culinária. Agora esta muito na moda os finger food que são pequenas comidinhas. 

Com tantas festas por fazer, como vocês arranjam tempo, quem e quantos são seus funcionários? 
Zaira Dias: Quando fazemos o que gostamos, fazemos com amor e achamos tempo para tudo e assim é com os proprietários e com os funcionários do Buffet Balaio. 

Mesmo fazendo tudo o que vocês fazem, ainda tem tempo para pensar em novos projetos? 
Zaira Dias: Sim, nossos projetos no momento é mais reciclagem para mantemos o mundo vivo, mais cursos, aulas de culinária para nossos noivos e muita felicidade... 
Lair Pelegrini
22/12/2006

Lair Pelegrini, quem não se lembra da lendária Lanchonete Balaio?

Aos 83 anos completados de vida, a Doceira sorocabana Lair Pelegrini revela que não consegue parar de trabalhar, "Eu já sou praticamente avó das doceiras mais novas", exagerou ela que está se preparando para fazer todos os doces dos casamentos futuros.
Fundou a lendária Lanchonete Balaio, na esquina da Rua Sete de Setembro com a Praça Nove de Julho bem no centro da Cidade de Sorocaba. Hoje alem das encomendas que recebe dos clientes ainda faz todos os doces e bem casados para o buffet Balaio de propriedade de suas filhas. 
"Não consigo mais parar de trabalhar, só fiz isso a minha vida inteira, parar hoje e como me entregar ao ócio". 
Lair Pelegrini contará a nossa equipe o começo de tudo na Lanchonete Balaio até os dias de hoje como a doceira mais experiente de Sorocaba.

Como foi para a senhora ter lançado uma das primeiras lanchonetes em Sorocaba?
Lair: Abrir uma das primeiras lanchonetes em Sorocaba foi realmente um desafio pois eu não tinha idéia de como esse tipo de negócio seria recebido. Mas tinha algo dentro de mim que era vontade e muita garra. Para mim foi uma grande surpresa quando depois de inaugurada a lanchonete passou a ser freqüentada pelos jovens da época, a reunião dessa garotada era sempre uma festa com muita alegria.

Existia algum segredo em seus lanches? Você pôde nos contar aquela receitinha do molho para molhar o hambúrguer?
Lair: O molho do meu hambúrguer não tinha nada de especial, somente muito amor. A receita é simples vamos lá, tomate, pimentão, alho, cebola, massa de tomate, sal, pimenta do reino e vinagre. Tudo batido no liquidificador.

Quem eram seus clientes mais freqüentes?
Lair: Todos os meus clientes que freqüentavam a lanchonete eram todos assíduos. Alguns se tornaram médicos, engenheiros, políticos e os outros: cada um tomou seu rumo e o tempo se encarregou de nos separar.

Quais momentos da lanchonete se tornaram de fato um acontecimento na cidade?
Lair: Muitos acontecimentos tiveram como palco a lanchonete, mas nada que chamasse a atenção. O único que não me esqueço foi quando um dos freqüentadores, por sinal o mais bagunceiro de todos, colocou uma "bambinha" no meu cesto de lixo de plástico. Os papeis voaram pelo ar e o cesto em pedaços.

Qual imprevisto que você passou que nunca mais esquecerá? 
Lair: Não houve nenhum imprevisto.

Quantos casamentos você acha que fez até hoje?
Lair: Foram muitos casamentos que fiz, alguns continuam, outros que se desfizeram, e outros que o destino se encarregou de desfazer.

Além da lanchonete a senhora também é uma grande doceira, você ainda faz aquele suspiro maravilhoso? Qual é o segredo?
Lair: Esse suspiro quanta lembrança, mas pena que o faço raras vezes. Não há segredo. Única receita e a mais importante é o amor, e só. 
Casamento está em alta
26/11/2006
Edmar Mello
O casamento no Brasil está em alta. As pessoas querem, cada vez mais, se unirem pelo laço do matrimônio da forma mais tradicional possível.

Desejam participar deste universo de encantamento, de forma que tenha a ver com sua essência e com a formação da família, seja em um momento como uma Festa de Quinze Anos, Casamento, ou uma Bodas, aonde seus filhos dessem continuidade nesta tradição, navegando pelo glamour, pela moldura que envolve o ato de casar, sugerindo e descobrindo opções para que a representação da cerimônia se solidifique no que ela realmente significa, na responsabilidade perante Deus no altar.
Pela experiência de organizar e ver pessoalmente o quanto isso é importante, que o Organizador de eventos Edmar Mello explica e relata, na oportunidade, sobre o momento mágico da união entre duas pessoas, que apesar de diferentes, estão dispostas a receber os votos de casamento.

O que é importante para realizar uma festa?
Edmar - Para produzir um evento, seja ele qual for, é preciso em primeiro lugar respeitar o tempo de cada pessoa, e assim levar para a festa o sonho de viver aquele momento é importante e significa muito para os que estão realizando, que recebem seus convidados e querem compartilhar este grande acontecimento.

Qual e a maior dificuldade ao organizar uma festa?
Edmar - É fazer com que tudo aconteça nos horários marcados, coisas que somente um organizador de eventos pode tomar frente, por não estar envolvido com os convidados e por ter controle total sobre os profissionais contratados.

Quando a cliente vem até você com que orçamento reduzido, o que fazer?
Edmar - Agendo uma reunião com a cliente e avalio o que ela realmente deseja. Em seguida, vejo o que posso executar dentro do seu orçamento e trago profissionais sérios, que irão se dedicar ao evento com o mesmo carinho que fariam em orçamentos maiores.
As cidades do interior já estão preparadas para aceitar um organizador de festas?

Edmar - Sim. Embora esse papel fosse fundamental para a família, o conceito está se quebrando. Afinal, nós temos mais facilidade de indicar um profissional sério e nos dedicar mais para que o evento seja um sucesso de bilheteria.
Qual seria a diferença entre uma festa feita pela família e pelo organizador?

Edmar - Quando a família toma frente, se torna uma grande mistura de informações para os noivos, fazendo com que cada profissional opine de um jeito. Já o organizador fala por todos que contrata, fazendo uma festa com efeito muito maior desde a igreja até o salão, e assim tirando a sobrecarga da família, deixando com que se entreguem totalmente a festa. 

Fonte: Revista Noiva e Festa "Bom Dia"
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